Mansão de R$ 1,2 bilhão: o novo recorde imobiliário de Beyoncé e Jay-Z
Casal teria fechado a compra da propriedade mais cara do mundo em 2026, superando a casa de US$ 200 milhões de Bezos em Beverly Hills. Saiba os detalhes do negócio.

A mansão mais cara do planeta acaba de ganhar donos: Beyoncé e Jay-Z. Segundo fontes do mercado de luxo de Los Angeles, o casal fechou nesta semana a compra de uma propriedade avaliada em US$ 220 milhões — cerca de R$ 1,2 bilhão na cotação atual — no exclusivo bairro de Bel-Air. O valor supera os US$ 200 milhões que Jeff Bezos pagou em 2025 pela vizinha, e coloca o imóvel no topo do ranking global de transações residenciais de 2026, segundo a corretora Douglas Elliman.
A propriedade, apelidada de "The Skyline Estate", tem 3.200 m² de área construída, 12 quartos, spa, cinema, adega climatizada para 5 mil garrafas e um heliporto privativo. O terreno de 2,5 hectares foi comprado em 2023 por um fundo soberano por US$ 90 milhões e reformado nos últimos três anos — o que representa uma valorização de 144% em apenas 36 meses, muito acima da média de 28% do mercado de alto padrão de Beverly Hills no mesmo período, segundo dados da FipeZap Internacional.
O negócio acontece em um momento de euforia no mercado de luxo global. Só no primeiro semestre de 2026, as transações acima de US$ 50 milhões cresceram 37% em relação ao mesmo período de 2025, puxadas por compradores do Oriente Médio e da Ásia, de acordo com relatório da Knight Frank. Nos EUA, a queda da taxa de juros pelo Federal Reserve em agosto — o quarto corte consecutivo — destravou financiamentos de alto valor e aqueceu o setor.
Não é só Beyoncé. Elon Musk teria visitado duas propriedades em Austin (Texas) avaliadas em US$ 150 milhões cada, enquanto Cristiano Ronaldo ampliou seu portfólio com um triplex em Dubai no valor de US$ 30 milhões, noticiado na semana passada. A lista de celebridades que transformaram imóveis em ativos de portfólio cresce ano a ano: segundo a Wealth-X, 68% dos bilionários do entretenimento têm pelo menos 30% do patrimônio imobilizado em residências de luxo.
No Brasil, o efeito é indireto, mas visível. O mercado de altíssimo padrão em São Paulo e no Rio registrou alta de 19% no acumulado de 2026, segundo a Abrainc, com destaque para bairros como Jardim Europa e Joá. Corretores relatam que clientes brasileiros usam imóveis de luxo como reserva de valor diante da volatilidade cambial — o dólar fechou agosto a R$ 5,42, queda de 6,8% no ano.
Para quem olha de fora, a pergunta que fica é: vale a pena? Especialistas apontam que imóveis desse porte raramente são vendidos com lucro rápido. O tempo médio de revenda de propriedades acima de US$ 100 milhões é de 4 a 7 anos, segundo a Sotheby's. A compra de Beyoncé e Jay-Z, porém, tem outro componente: além de moradia, funciona como sede de negócios, estúdio e ativo de imagem — o que explica o prêmio de 30% pago sobre o valor de avaliação. Um recorde que deve durar pouco: já há negociações em curso na Suíça e em Malibu que podem passar dos US$ 250 milhões até o fim de 2026.


