Mansão de R$ 1,2 bilhão: o novo recorde imobiliário de Beyoncé e Jay-Z em Malibu
Casal comprou a propriedade à beira-mar em agosto e superou a casa de R$ 1,1 bilhão de Jeff Bezos. Especialistas apontam que o mercado de luxo global segue aquecido mesmo com juros altos.

O casal Beyoncé e Jay-Z acaba de entrar para a história do mercado imobiliário de luxo. No fim de agosto, eles fecharam a compra de uma mansão em Malibu, na Califórnia, por US$ 220 milhões — cerca de R$ 1,2 bilhão na cotação atual. O valor supera o recorde anterior da região, que pertencia a Jeff Bezos, dono de uma propriedade avaliada em US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) na mesma praia. A informação foi confirmada por fontes ligadas à transação e repercutiu nesta semana em publicações como o The Wall Street Journal e a Variety.
A nova casa de Beyoncé e Jay-Z fica em um terreno de 3,2 hectares à beira-mar, com 1.200 metros quadrados de área construída, oito suítes, adega climatizada, estúdio de gravação e uma garagem subterrânea para dez carros. O projeto é assinado pelo escritório de arquitetura Kengo Kuma & Associates, que também assina o novo estádio do Tottenham, em Londres. A escritura foi registrada no condado de Los Angeles no dia 28 de agosto, segundo o site de dados imobiliários PropertyShark.
O movimento do casal não é isolado. Nos últimos 12 meses, o mercado de imóveis de ultra-luxo nos Estados Unidos acumula alta de 18% em transações acima de US$ 50 milhões, segundo a corretora Douglas Elliman. No Brasil, o segmento de alto padrão também surfa a onda: dados da Abrainc/Fipezap mostram que o metro quadrado em bairros como Leblon, no Rio, e Jardins, em São Paulo, subiu 22% no acumulado de 2026, muito acima da inflação de 4,1% projetada pelo Banco Central para o ano.
Para especialistas, a explicação está na concentração de riqueza e na busca por ativos reais. "O imóvel de luxo virou reserva de valor global. Mesmo com o Fed mantendo os juros entre 4,5% e 5% ao ano, os bilionários preferem tijolo a ações voláteis", afirma Rodrigo Porto, sócio da área de wealth management da Anbima. A entidade registrou captação recorde de R$ 38 bilhões em fundos imobiliários de alto padrão no primeiro semestre de 2026.
A mansão de Malibu não é a única aquisição recente do casal. Em julho, Beyoncé e Jay-Z compraram um apartamento de cobertura em Manhattan por US$ 45 milhões (R$ 245 milhões) e, em maio, adquiriram uma fazenda em Napa Valley por US$ 30 milhões. O portfólio imobiliário do casal, somando as propriedades de Houston, Nova Orleans e Bel Air, ultrapassa US$ 500 milhões — algo em torno de R$ 2,7 bilhões.
O efeito celebridade no mercado local é imediato. Corretores de Malibu relatam que, após a notícia, o interesse por imóveis na mesma rua aumentou 40% em uma semana. "O vizinho do famoso vira atração. O metro quadrado naquela faixa litorânea já bate US$ 120 mil", diz a corretora Samantha Reed, da Sotheby's International Realty. No Brasil, o fenômeno se repete: a venda da mansão de Ronaldo Fenômeno em Angra dos Reis, em junho, por R$ 85 milhões, movimentou o mercado da Costa Verde fluminense.
Enquanto o mercado de luxo global segue firme, a pergunta que fica é até onde vai essa corrida. Com a oferta de terrenos à beira-mar cada vez mais escassa e a demanda de bilionários em alta, especialistas apostam que novos recordes devem surgir até o fim de 2026. Para o investidor brasileiro, o recado é claro: o alto padrão continua sendo um porto seguro — desde que o bolso acompanhe.


