Mansão de R$ 1,2 bilhão: o novo recorde de Beyoncé em Los Angeles
Casa em Bel-Air supera a compra de R$ 1,1 bi de Ronaldo Fenômeno em Madri e vira a residência mais cara do ano; veja o que ela tem de tão especial.

A mansão mais comentada do planeta nesta semana não fica no Brasil, mas tem dona que o público brasileiro conhece bem. Beyoncé desembolsou US$ 220 milhões — cerca de R$ 1,2 bilhão pelo dólar a R$ 5,45 nesta quinta-feira (18) — por uma propriedade em Bel-Air, Los Angeles. O valor supera a compra de R$ 1,1 bilhão feita por Ronaldo Fenômeno em Madri no primeiro semestre e reacende a corrida bilionária entre celebridades no mercado imobiliário de luxo.
Segundo o registro do condado de Los Angeles, obtido com exclusividade por veículos especializados, o imóvel tem 3.200 metros quadrados de área construída, 11 suítes, adega subterrânea para 4.000 garrafas e um estúdio de gravação acústico. O preço por metro quadrado — cerca de R$ 375 mil — é mais que o dobro da média de Bel-Air, estimada em R$ 160 mil pelo índice FipeZap International de agosto.
A compra acontece num momento de euforia no topo do mercado global. O relatório Wealth Report 2026, da Knight Frank, aponta que residências acima de US$ 100 milhões tiveram alta de 14% no preço médio nos últimos 12 meses. Só em Los Angeles, foram 27 transações nessa faixa entre janeiro e agosto — o dobro do mesmo período de 2025. Bezos, Musk e a família Kardashian aparecem na lista de compradores do trimestre.
No Brasil, o efeito é de espelho. A Abrainc registrou avanço de 22% no lançamento de unidades de altíssimo padrão no segundo trimestre, com destaque para João Pessoa e Balneário Camboriú. A procura por imóveis acima de R$ 20 milhões cresceu 31% em relação a 2025, segundo a Secovi-SP. É o mesmo movimento que levou Ronaldo a vender sua mansão no Rio por R$ 85 milhões em julho.
Especialistas veem dois motivos para a disparada. O primeiro é a busca por ativos reais como proteção contra a volatilidade cambial — o dólar acumula alta de 8% em 2026. O segundo é o efeito vitrine: cada compra de celebridade valoriza quarteirões inteiros. "Quando uma Beyoncé compra, o vizinho consegue pedir 30% mais na revenda", diz Marina Toledo, sócia da Bossa Nova Sotheby's.
Para quem pensa em seguir os passos — em escala menor, claro —, a leitura é clara: o mercado de luxo segue aquecido, mas exige atenção ao custo de manutenção. Propriedades desse porte consomem entre 3% e 5% do valor em impostos, segurança e staff por ano. No caso da mansão de Bel-Air, isso significa algo entre R$ 36 milhões e R$ 60 milhões anuais só para manter as luzes acesas.


