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Lançamentos em SP somam R$ 18,4 bi no trimestre e preço do m² bate R$ 14,2 mil

Volume lançado na capital paulista cresce 27% no trimestre atual, puxado por Itaim Bibi e Vila Mariana; incorporadoras já falam em novo ciclo de alta.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Lançamentos em SP somam R$ 18,4 bi no trimestre e preço do m² bate R$ 14,2 mil

Os lançamentos residenciais na cidade de São Paulo somaram R$ 18,4 bilhões no trimestre encerrado nesta semana, alta de 27% sobre o mesmo período de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) com a FipeZap. O preço médio do metro quadrado novo na capital alcançou R$ 14.270, o maior valor nominal da série histórica iniciada em 2010.

O movimento é puxado por bairros como Itaim Bibi, Vila Mariana e Vila Olímpia, onde o metro quadrado de lançamento superou R$ 22 mil. Só no Itaim Bibi, foram 1.240 unidades lançadas entre julho e setembro, 41% acima do trimestre anterior. Incorporadoras como Cyrela, Even e Helbor concentraram 38% do valor geral de venda (VGV) do período.

No Rio de Janeiro, o cenário é semelhante, com R$ 6,1 bilhões lançados no trimestre e preço médio de R$ 11.980/m², segundo o Secovi-Rio. Já Balneário Camboriú segue como o metro quadrado mais caro do país: R$ 27.400/m² na média, com lançamentos de alto padrão na Barra Sul beirando R$ 40 mil/m².

O impulso vem da combinação de Selic em 9,75% ao ano — patamar definido na última reunião do Copom, em 16 de setembro — com inflação controlada e renda em recuperação. O crédito imobiliário com recursos da poupança cresceu 19% no trimestre, para R$ 68 bilhões, segundo a Anbima. Para o presidente da Abrainc, a queda dos juros deve sustentar o ritmo até o fim do ano.

O estoque de unidades prontas, porém, caiu para 8,7 meses de venda na capital paulista, o menor desde 2021, o que tem pressionado os preços para cima. Especialistas alertam que a velocidade de vendas acima de 50% no lançamento virou regra em empreendimentos bem localizados, algo que não se via desde 2020.

Para o investidor, o momento favorece a compra na planta em regiões com infraestrutura consolidada, como Vila Mariana e Tatuapé, onde a valorização média nos últimos 12 meses foi de 14,3%, segundo a FipeZap. A recomendação é atenção ao custo de incorporação e ao prazo de entrega, que voltou a se alongar para 36 meses em alguns projetos.

O próximo dado relevante será o Índice FipeZap de setembro, previsto para 1º de outubro, que deve confirmar a aceleração. Enquanto isso, o mercado já trabalha com a hipótese de novo recorde de VGV no quarto trimestre, impulsionado pela temporada de lançamentos de fim de ano.

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