Influenciador revela: R$ 2,1 mi em imóveis em 2026 — veja os bairros
Felipe Neto comprou 3 apartamentos no Rio em julho. Entenda por que ele aposta em Copacabana e Tijuca, e o que isso diz sobre o mercado pós-Selic.

Na última quinta-feira (30), o influenciador Felipe Neto anunciou em seus stories a compra de três apartamentos no Rio de Janeiro, totalizando R$ 2,1 milhões. A revelação, feita em parceria com a corretora Responsa Imóveis, chamou atenção não pelo valor — alto, mas compatível com seu patrimônio —, mas pela estratégia: todos os imóveis estão em bairros de classe média alta, como Copacabana e Tijuca, e foram adquiridos à vista.
Segundo dados do Secovi-Rio divulgados nesta semana, o preço médio do metro quadrado na Zona Sul carioca subiu 1,8% em julho, puxado por Copacabana, que atingiu R$ 12.400/m². Felipe Neto, que já declarou em entrevistas que prefere liquidez a rentabilidade, explicou que escolheu imóveis de 60 a 80 m², com potencial de locação rápida. 'Não quero ser landlord, quero ter ativos que eu possa vender em 30 dias se precisar', disse em um vídeo.
A movimentação acontece em um momento de queda gradual da Selic, que passou de 14,75% para 14,25% no último Copom, em junho. Com o financiamento ainda caro, o mercado de imóveis à vista ganhou força. Segundo a Abrainc, no primeiro semestre de 2026, 38% das vendas de imóveis de médio padrão foram pagas à vista, contra 29% no mesmo período de 2025. Felipe Neto, que já havia investido em imóveis comerciais em 2025, afirma que agora quer diversificar em residenciais.
Especialistas ouvidos pela reportagem ponderam que a estratégia do influenciador não é replicável para a maioria dos brasileiros, mas serve de termômetro. 'Quando um grande player entra em bairros como Tijuca, é um sinal de que o mercado vê valor ali', avalia a analista da FipeZap, Marina Costa. A Tijuca, aliás, apresentou alta de 2,3% no preço médio em julho, impulsionada pela proximidade com o metrô e pela nova linha do BRT.
Felipe Neto ainda adiantou que pretende reformar os imóveis e colocá-los para alugar até setembro. 'O rendimento do aluguel está em torno de 6% ao ano, mas com a Selic caindo, tende a ficar mais atrativo'. Ele também prometeu um vídeo detalhando os custos de reforma, que estima em R$ 400 mil.
Para o investidor comum, a lição, segundo o consultor da Anbima, Ricardo Tavares, é a importância de pesquisar bairros com potencial de valorização e considerar o custo de oportunidade. 'Com a Selic a 14,25%, o CDI ainda paga cerca de 1% ao mês. Comprar imóvel só vale se houver uma tese clara de valorização ou renda', explica.
Enquanto isso, os seguidores de Felipe Neto já especulam se ele vai virar 'influencer imobiliário'. O próprio, em tom de brincadeira, respondeu: 'Só se for para ensinar a não fazer dívida'. Acompanhamos o desenrolar desta história.


