Influenciador Felipe Neto revela investimento de R$ 8 milhões em imóveis corporativos no Rio
Felipe Neto surpreende ao anunciar aquisição de duas lajes corporativas na Barra da Tijuca nesta semana. Saiba como ele escolheu o ativo e o que aprendeu com o mercado.

O influenciador Felipe Neto, conhecido por seu canal no YouTube e posicionamentos polêmicos, anunciou nesta quarta-feira (22) um investimento imobiliário de R$ 8,2 milhões em duas lajes corporativas na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada por sua assessoria e repercutiu entre os seguidores, que acompanham a diversificação de seus negócios.
De acordo com dados da Secovi-Rio, o mercado de lajes corporativas na Barra registrou alta de 12% no valor do metro quadrado no primeiro semestre de 2026, impulsionado pela migração de empresas do Centro para a região. Felipe Neto afirmou em suas redes que o investimento foi pensado como proteção contra a inflação e geração de renda passiva, já que os imóveis estão sendo alugados para duas startups de tecnologia.
O influenciador detalhou que acompanhou o mercado por seis meses antes de fechar o negócio, e que contou com assessoria de uma consultoria especializada. “Não é só comprar e alugar. Tem que entender a localização, o perfil do inquilino, a vacância da região. A Barra hoje tem vacância de 8%, a menor desde 2020”, explicou em um stories. Ele também revelou que financiou 40% do valor com um banco, aproveitando a taxa Selic em 14,5% ao ano — ainda alta, mas com perspectiva de queda no próximo Copom.
Especialistas consultados pela reportagem veem a escolha como acertada para um investidor iniciante no setor corporativo. “Lajes na Barra têm boa liquidez e contratos típicos de 3 a 5 anos. É um ativo menos volátil que imóveis residenciais e com retorno entre 0,6% e 0,8% ao mês”, avalia o consultor imobiliário Paulo Henrique de Souza, da imobiliária Lopes. A Anbima também aponta que os FIIs de lajes corporativas tiveram rentabilidade média de 9,2% no último ano, acima do CDI.
A movimentação de Felipe Neto não é isolada. No primeiro trimestre de 2026, a Abrainc registrou alta de 23% nas vendas de imóveis comerciais para pessoas físicas, com destaque para investidores digitais que buscam alternativas à renda fixa. O influenciador, que já declarou ter patrimônio imobiliário de cerca de R$ 35 milhões, afirma que pretende continuar investindo no setor. “O imobiliário é chato, demora, mas dá segurança. É o meu novo ‘hobbie’”, brincou.
Para quem quer seguir o exemplo, a recomendação é começar pequeno, estudar a região e, se possível, contar com profissionais. “O erro mais comum é comprar por impulso ou por dica de amigo. Imóvel corporativo exige análise de fluxo de caixa e contrato”, alerta a economista do Secovi-Rio, Marina Costa. O caso de Felipe Neto mostra que, com informação e paciência, é possível transformar fama digital em patrimônio sólido.

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