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IFIX bate 3.500 pontos com 7 FIIs em alta dupla; veja quais

Nem só de dividendos vive o investidor: sete fundos acumulam ganho de preço e rendimento acima de 130% do CDI no trimestre. Descubra as teses por trás das altas.

Redação Perspectiva Imobiliária·
IFIX bate 3.500 pontos com 7 FIIs em alta dupla; veja quais

O IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, fechou a semana passada aos 3.512 pontos, alta de 1,8% no mês e de 12% no trimestre, segundo dados da B3. O desempenho é puxado por um grupo seleto de FIIs que combinam valorização de cota com rendimentos generosos, algo raro desde o ciclo de alta da Selic. Nesta matéria, detalhamos os sete fundos que mais se destacaram, com base em relatórios da XP e da Suno Research.

Entre os destaques está o HGLG11, da CSHG, que subiu 14% no trimestre e distribuiu dividendos equivalentes a 145% do CDI no período. O fundo, que investe em lajes corporativas em São Paulo, se beneficiou da redução da vacância para 8,2%, a menor desde 2022, segundo relatório da gestora divulgado nesta segunda-feira. Outro nome forte é o KNRI11, da Kinea, com alta de 11% e rendimento de 139% do CDI, impulsionado pela venda de um galpão logístico em Cajamar por R$ 285 milhões, com ganho de capital de 18%.

O mercado também reagiu bem a notícias macro. O Copom, em sua reunião da semana passada, manteve a Selic em 9,5% ao ano, mas o comunicado trouxe tom mais brando sobre a inflação, o que fortaleceu a tese de queda dos juros no próximo trimestre. Segundo a Anbima, a expectativa é de que a Selic encerre o ano em 8,75%, o que tende a ampliar a atratividade dos FIIs de tijolo, que historicamente se beneficiam da queda das taxas de juros.

Entre os fundos de papel, o KNCA11 (Kinea Credit Asse) e o RBRR11 (RBR Rendimento High Grade) chamaram a atenção por distribuir rendimentos de 150% e 147% do CDI no último mês, respectivamente. A alta dos fundos de crédito imobiliário é explicada pela melhora na qualidade das carteiras, com o índice de inadimplência recuando para 1,2% no setor, segundo o Banco Central. Especialistas alertam, porém, para o risco de concentração em CRI indexados ao IPCA, que podem sofrer com a volatilidade da inflação.

Para o investidor, o momento pede seletividade. Enquanto alguns FIIs de shoppings, como o MALL11, já subiram 20% no trimestre, outros seguem baratos, como os fundos de logística, que negociam com desconto de 8% sobre o valor patrimonial, aponta a Fipe. A dica dos analistas é buscar fundos com baixa vacância, contratos de longo prazo e histórico de distribuição estável. Como lembra a estrategista da XP, Luiza Tanaka, 'quem comprou na baixa de maio está colhendo frutos, mas quem entra agora precisa escolher com cuidado para não pagar caro em teses fracas'.

A semana promete novos dados que podem mexer com o setor: a Abrainc divulga na quarta-feira o levantamento de lançamentos e vendas de imóveis do segundo trimestre, enquanto o IBGE publica o IPCA de agosto na sexta-feira. Se a inflação vier dentro do esperado, a tendência é de manutenção do fluxo estrangeiro para os FIIs, que já somam R$ 4,2 bilhões de ingresso líquido no ano, conforme a B3. Fique de olho nos ajustes de carteira e nas próximas assembleias de fusão, que podem abrir novas oportunidades.

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