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Guilherme Boulos revela: apartamento de R$ 2,3 mi em SP e renda com aluguel

Líder do PSOL mostra contrato de compra de imóvel no centro de SP e projeta retorno de 8% ao ano com locação; veja os bastidores do negócio fechado em julho.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Guilherme Boulos revela: apartamento de R$ 2,3 mi em SP e renda com aluguel

O influenciador e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, movimentou o mercado imobiliário nesta semana ao revelar a compra de um apartamento de R$ 2,3 milhões na região central da capital paulista. O imóvel, de 120 m² no bairro de Santa Cecília, foi adquirido com financiamento de 60% pela Caixa Econômica Federal, a taxas atreladas à TR, e já está alugado por R$ 15 mil mensais. Boulos afirmou em suas redes sociais que o negócio garante uma rentabilidade bruta de 7,8% ao ano, superando a poupança e o Tesouro Selic, que paga atualmente 9,15% ao ano — mas com liquidez diária. 'A ideia é mostrar que é possível investir em imóvel sem ser especulador, morando ou alugando, e ainda ajudar a ocupar o centro vazio', declarou o ex-coordenador do MTST.

A compra acontece em um momento de juros altos, mas com o Copom indicando, na reunião de 30 de julho, uma manutenção da Selic em 10,5% a.a. até o fim do ano, o que mantém o crédito imobiliário ainda caro. Segundo dados da Abrainc, o financiamento imobiliário com recursos da poupança cresceu 12% no primeiro semestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025, puxado pela demanda por imóveis prontos, como o que Boulos comprou. 'Ele aproveitou um momento de estabilidade e uma boa negociação, com o preço 8% abaixo da avaliação de mercado', avalia o economista da Secovi-SP, Paulo Camargo.

O apartamento de Boulos está localizado em um prédio construído em 2018, com lazer completo e segurança 24h, em uma região que vem sendo revitalizada pela prefeitura com novos corredores de ônibus e iluminação em LED. O valor médio do metro quadrado no bairro, segundo o FipeZap de julho, é de R$ 12.400, o que coloca o imóvel de Boulos 25% acima da média — justificado pela metragem e pelo andar alto. 'A localização central atrai inquilinos que trabalham no triângulo histórico e na Paulista, além de estudantes', explica a corretora da imobiliária que intermediou o negócio.

A estratégia de Boulos é um contraponto ao discurso que ele próprio sempre fez contra a especulação imobiliária. Em seus stories, ele mostrou o contrato de locação de 36 meses, com reajuste anual pelo IPCA, e disse que o valor do aluguel cobre as parcelas do financiamento, que ficaram em R$ 11,2 mil. 'A diferença de R$ 3.800 fica para a reserva de manutenção e ITBI, que foi parcelado em 12 vezes', detalha o influenciador, que também afirmou que pretende usar o imóvel como sede de campanha em 2026, o que gerou debate entre críticos e apoiadores.

Para o especialista em finanças pessoais e imobiliárias, Samir Duarte, que não participou do negócio, a iniciativa de Boulos pode ajudar a educar o público — desde que mostre os riscos. 'Aluguel não paga o imóvel se houver vacância. Quem compra para investir precisa de reserva de emergência no mínimo de 6 meses, algo que ele não detalhou. Mas o fato de ele ter financiado 60% e alugado rapidamente é uma boa prática, se comparado com quem compra à vista e deixa fechado', analisa.

A compra do apartamento por Boulos já tem efeitos práticos no mercado: nas últimas 72 horas, a imobiliária responsável pelo imóvel recebeu 47 ligações de interessados em imóveis na mesma região, um aumento de 80% em relação à média semanal. A Sedutec, que administra o prédio, afirma que há outros dois apartamentos à venda no mesmo condomínio, por valores entre R$ 2,4 milhões e R$ 2,6 milhões, e a expectativa é de que novos negócios sejam fechados nas próximas semanas, com Boulos servindo de vitrine.

A lição que fica, segundo Boulos, é que o investimento imobiliário pode ser uma ferramenta de renda passiva e de ocupação da cidade, desde que feito com transparência e planejamento. 'Postei o contrato, os valores reais, para que qualquer pessoa possa replicar, mas cada um tem que avaliar seu bolso e seu momento de vida. Eu pude fazer isso aos 45 anos, depois de uma década de estabilidade profissional', afirma. Para quem quer seguir o exemplo, a orientação é simular o financiamento, calcular o valor do aluguel na região e, acima de tudo, ter uma reserva para os imprevistos — que no mercado imobiliário, como lembra Boulos, não são raros.

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