Gkay revela mansão de R$ 18 milhões em Alphaville e comenta mercado
A influencer abriu as portas da nova casa em Alphaville para uma revista de negócios. Ela conta como fez o negócio, o que a levou a investir no setor e revela a estratégia de compra em um momento de juros mais baixos.

A influenciadora Gkay, um dos maiores nomes do entretenimento digital no Brasil, anunciou nesta semana a compra de uma mansão em Alphaville, na Grande São Paulo, avaliada em R$ 18 milhões. A propriedade, com 1.200 metros quadrados de área construída, foi adquirida à vista — um negócio raro no atual ciclo de crédito imobiliário, mas que reflete a liquidez de parte do mercado de alto padrão no terceiro trimestre de 2026.
Segundo dados recentes da Abrainc, as vendas de imóveis de luxo no país cresceram 15% no acumulado do ano, impulsionadas pela queda da taxa Selic para 10,5% ao ano, o menor patamar desde 2022. Em entrevista à revista PEGG, a cearense de 33 anos detalhou que a compra foi planejada após dois anos de pesquisa e que ela optou por não financiar o imóvel para escapar das altas parcelas que ainda pesam no bolso de quem depende do crédito.
"Vi muita gente perdendo oportunidade esperando o preço cair. Mas em Alphaville, a demanda é forte e a oferta de terrenos é limitada. O metro quadrado subiu 8% neste ano, segundo o Secovi-SP. Eu preferi agir agora", disse a influenciadora, que também revelou ter usado parte do lucro de sua marca de moda e de contratos publicitários para fechar o negócio.
A nova casa conta com 8 suítes, piscina com raia de 25 metros, academia completa e um cinema que acomoda 30 pessoas — itens que se tornaram prioridade para compradores de alto padrão desde o período pós-pandemia. Mas o que chama atenção de especialistas é o movimento de celebridades e influenciadores em direção a Alphaville, que nos últimos trimestres tem se consolidado como um dos vetores de valorização mais consistentes do país.
Levantamento do FipeZap divulgado em agosto mostra que os preços na região subiram 6,5% em 12 meses, acima da média nacional de 4,2%. Corretores locais relatam que, para cada mansão à venda, há pelo menos três potenciais compradores — um desequilíbrio que tende a manter o poder de barganha nas mãos de quem está disposto a fechar rápido.
Para o consultor imobiliário João Pedro Lopes, a estratégia de Gkay não é apenas consumo: "Ela comprou um ativo com liquidez, em um momento em que a renda fixa está perdendo força com a queda dos juros. Imóveis de alto padrão em condomínios fechados tendem a se valorizar acima da inflação, especialmente com a volta do crédito imobiliário para esse segmento", avalia. O Banco Central, aliás, sinalizou no último Copom que pode reduzir a taxa básica para 10% até dezembro, o que deve aquecer ainda mais o setor.
A influenciadora, que já declarou torcer para a valorização do seu investimento, também adiantou que não pretende revender a casa tão cedo. "Este é um projeto de longo prazo. Quero que a casa se valorize enquanto eu vivo nela", brincou. Para investidores que acompanham o nicho, a dica que fica é: observe os passos de quem tem dinheiro vivo — e esteja pronto para agir quando a oportunidade aparecer.


