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FIIs de tijolo sobem 5,7% na semana; veja os 5 fundos que lideram

Dados da B3 mostram alta expressiva impulsionada pela queda da Selic e correção de preços. Confira os papéis que mais valorizaram e se ainda há espaço para compra.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FIIs de tijolo sobem 5,7% na semana; veja os 5 fundos que lideram

Os fundos imobiliários de tijolo fecharam a semana com alta média de 5,7%, segundo levantamento da B3 divulgado nesta sexta-feira (4). O desempenho veio acima do IFIX, que subiu 3,2% no mesmo período, e foi puxado por uma combinação de fatores: a nova queda da Selic, anunciada na quarta-feira (2) pelo Copom, e a busca por rendimentos mais altos diante da renda fixa em trajetória de queda.

Entre os fundos que mais se destacaram, o destaque ficou com o VBI Logística (LVBI11), que subiu 8,1% na semana, após a divulgação de novos contratos de locação em galpões de alto padrão no interior de São Paulo. Na sequência, aparecem o CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11), com alta de 7,4%, e o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), que avançou 6,9% depois do anúncio de distribuição de dividendos extraordinários.

A valorização, no entanto, não é uniforme. Enquanto os fundos de logística e shoppings reagem bem ao ciclo de queda de juros, os FIIs de papel, como os de CRIs indexados ao IPCA, enfrentam volatilidade. O Ifix, inclusive, ainda acumula queda de 1,8% no trimestre atual, indicando que a recuperação é recente e concentrada em poucos ativos.

Para o analista da XP Investimentos, Ricardo Sena, o movimento é saudável após um primeiro semestre de correção, mas exige cautela. "O investidor está precificando a queda da Selic para 11,75% ao ano, mas o mercado de aluguel ainda não refletiu totalmente essa melhora. É preciso olhar a qualidade dos ativos e a vacância, não apenas o preço", afirma.

Outro ponto de atenção é a entrada de novos FIIs na bolsa. Neste mês, três fundos imobiliários realizaram ofertas públicas iniciais, somando R$ 1,2 bilhão, conforme dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse fluxo de ofertas pode pressionar os preços no curto prazo, mas aumenta as opções para o investidor diversificar.

Para quem deseja aproveitar o momento, especialistas recomendam observar os fundos com histórico de gestão ativa, baixa vacância e contratos atrelados ao IPCA. O momento é oportuno, mas a seleção criteriosa é essencial para evitar armadilhas.

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