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FIIs de tijolo e papel disputam atenção na B3 em julho de 2026

Após Copom manter Selic em 10,5%, fundos imobiliários apresentam desempenhos divergentes na semana. Fundos de lajes corporativas lideram ganhos, enquanto FIIs de papéis sofrem com curva de juros.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FIIs de tijolo e papel disputam atenção na B3 em julho de 2026

A semana de 13 a 17 de julho de 2026 está sendo marcada por um movimento interessante no mercado de Fundos Imobiliários (FIIs) na B3. Com a Selic mantida em 10,5% ao ano pelo Copom na última quarta-feira, os FIIs de tijolo, especialmente os de lajes corporativas, registraram alta acumulada de até 1,8% no período, enquanto os fundos de papel (CRI) caíram, em média, 0,9%, segundo dados da B3 e da Abrainc.

O destaque positivo da semana ficou com o KNRI11 (Kinea Renda Imobiliária), que subiu 2,1% entre segunda e quinta-feira, impulsionado pela divulgação de um relatório de vacância em seus imóveis na Faria Lima e na Berrini. O fundo encerrou o trimestre com 94,2% de ocupação, ante 93,1% no trimestre anterior. Outro fundo que chamou atenção foi o XPLG11 (XP Log), que anunciou na terça-feira a locação de um galpão em Cajamar para uma grande rede de e-commerce, gerando um aumento de 0,7% na cota no acumulado da semana.

No campo negativo, os FIIs de papel sentiram o impacto da abertura da curva de juros futuros, com o DI para janeiro de 2029 subindo de 12,3% para 12,6% na semana, segundo a Anbima. O KNIP11 (Kinea Índice de Preços) teve desvalorização de 1,5%, mesmo com a expectativa de IPCA-15 de julho em 0,34% (mediana do mercado). Já o IRDM11 (Iridium Recebíveis Imobiliários) caiu 2% após desconforto com a renegociação de um CRI ligado a um shopping center na zona sul de São Paulo.

O mercado de FIIs como um todo registrou entrada líquida de R$ 42 milhões na semana, de acordo com a B3, com investidores pessoa física ampliando posições em fundos de galpões logísticos — segmento que acumula alta de 5,2% no trimestre. Por outro lado, fundos de shoppings têm mostrado estabilidade, com o MALL11 (Multiplan) oscilando 0,3% no período.

O relatório da Secovi-SP divulgado nesta sexta-feira aponta que o preço médio do metro quadrado na capital paulista subiu 0,8% em junho, para R$ 11.450, o que reforça o otimismo com FIIs de tijolo, especialmente os com exposição a imóveis comerciais de alto padrão. Já o Banco Central, em seu Focus mais recente, manteve a projeção de Selic em 10,5% para o fim de 2026, indicando estabilidade que favorece fundos de papel apenas se a inflação ceder.

Para quem busca posicionamento, a semana reforça a importância de diversificar entre tipologias. Fundos de galpões logísticos e lajes AAA parecem ter fôlego no curto prazo, enquanto FIIs de papéis podem aguardar uma definição mais clara da política monetária. O recomendável, segundo analistas do BTG Pactual e da XP, é manter exposição entre 40% e 50% em FIIs de tijolo e o restante em fundos de papel de alta qualidade creditícia, com duration curta.

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