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FIIs de tijolo disparam 12% com Copom; veja os 5 fundos que lideram

O corte de 0,5 ponto na Selic ontem reacendeu a corrida por fundos imobiliários. Levantamento exclusivo mostra quais FIIs de shopping e lajes corporativas mais subiram na semana — e se ainda há espaço para ganhos.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FIIs de tijolo disparam 12% com Copom; veja os 5 fundos que lideram

A decisão do Copom desta quarta-feira (3) de reduzir a Selic para 10,75% ao ano não só aliviou o bolso de quem financia imóveis, mas também turbinou os fundos imobiliários de tijolo. Na semana, o Ifix acumula alta de 2,3%, mas alguns FIIs de shoppings e lajes corporativas subiram até 12%, segundo levantamento da Quantum Finance obtido com exclusividade pela Perspectiva Imobiliária.

Entre os destaques, o FII XP Mall (XPML11) avançou 11,8% desde segunda-feira, puxado pela reabertura de lojas em centros de compras de alta renda e pela perspectiva de aumento de aluguéis atrelados ao IPCA. Já o FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) subiu 9,4%, refletindo a redução da vacância em lajes na Faria Lima e na Berrini, que caiu de 18,3% para 16,9% no trimestre, conforme dados da Secovi-SP.

Na avaliação de analistas da XP, o movimento é uma reprecificação: com a Selic caindo 0,5 ponto, a taxa de desconto dos fluxos de aluguel diminui, elevando o valor presente dos ativos. “FIIs de tijolo com contratos atípicos e prazos longos são os mais sensíveis a essa mudança”, explica a gestora Larissa Coelho, da Velt Partners. “Quem comprou na baixa do ano passado, quando o Ifix amargava 8% de desvalorização, pode estar diante de uma janela rara de ganho duplo: rendimento e valorização das cotas.”

Para os próximos meses, o mercado aposta em mais um corte de 0,5 ponto na reunião de novembro, o que pode levar a Selic a 10,25% — menor patamar desde 2021. Isso tende a beneficiar principalmente os fundos de papel, como os de CRIs, que já mostraram força: o FII CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) subiu 4,2% na semana, com o yield médio de 14,5% ao ano se tornando ainda mais atraente diante do juro básico em queda.

Especialistas, porém, recomendam cautela: o ritmo de alta visto em alguns fundos pode não se sustentar se a inflação voltar a surpreender. No acumulado do ano, o Ifix ainda está 6,8% abaixo do pico de 2024, o que sugere que parte da valorização recente é apenas recuperação. “O investidor deve olhar a qualidade do ativo, a taxa de administração e o histórico de distribuição, em vez de perseguir apenas a cota mais barata”, orienta o analista da Suno Research, Pedro Menin.

Entre os cinco fundos que mais subiram na semana estão também o FII VBI Prime Properties (PVBI11), com alta de 7,8%, e o FII Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), que avançou 6,9% após anunciar a venda de dois imóveis logísticos por R$ 320 milhões, valor 15% acima do avaliado. Para quem busca renda mensal isenta de IR, a recomendação é diversificar entre tijolo e papel, sempre atento ao relatório gerencial do último mês.

No fim do dia, a mensagem dos especialistas é clara: com o ciclo de queda de juros ganhando força, os FIIs voltam a ser protagonistas na carteira de quem busca renda passiva — mas a seleção criteriosa é o que separa o lucro da armadilha. Acompanhe os próximos passos do Copom e os ajustes de preço no mercado secundário para não perder o melhor momento de entrada.

#FIIs#Copom#Selic#renda passiva#Ifix
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