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FGTS Futuro: 3 mudanças que reduzem sua parcela em até R$ 900

Medida provisória assinada nesta semana amplia prazo de uso do FGTS Futuro e inclui novos grupos. Veja quem pode economizar e como aderir antes da virada do ano.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FGTS Futuro: 3 mudanças que reduzem sua parcela em até R$ 900

O governo federal assinou nesta semana uma medida provisória que altera as regras do FGTS Futuro, o programa que permite usar o saldo futuro do Fundo de Garantia para abater o financiamento imobiliário. As mudanças, publicadas em edição extra do Diário Oficial na última terça-feira (1º/09), ampliam o prazo de utilização de 30 para 40 anos e incluem trabalhadores com carteira assinada de qualquer faixa de renda, desde que o imóvel se enquadre no programa Casa Verde e Amarela.

Segundo estimativas da Abrainc, a nova regulamentação pode reduzir a parcela mensal de um financiamento de R$ 500 mil em até R$ 900 para quem ganha até R$ 8 mil. A conta considera a utilização de até 10% do saldo do FGTS por ano, somada à renda futura do trabalhador. O secretário de Habitação do Ministério das Cidades, Marcos Andrade, afirmou em coletiva que a medida deve beneficiar 1,2 milhão de famílias nos próximos 12 meses.

Os bancos públicos e privados já se movimentam para operacionalizar as novas regras. A Caixa Econômica Federal anunciou que vai atualizar os sistemas até o fim de setembro, permitindo que os clientes simulem o uso do FGTS Futuro em novos contratos. O Banco do Brasil e o Itaú também confirmaram que estão adaptando suas plataformas. A expectativa é que a adesão comece a valer de fato em outubro, segundo o Banco Central.

Especialistas ouvidos pela reportagem veem com cautela a expansão do programa. Para o economista-chefe da ABC, Ricardo Tavares, a medida aumenta o risco de inadimplência no longo prazo, pois o mutuário fica mais exposto a choques de renda. "Nos primeiros anos, o alívio no bolso é grande, mas se o trabalhador perder o emprego, o FGTS Futuro pode não cobrir as parcelas e ele pode perder o imóvel", alerta.

O mercado imobiliário, porém, reagiu bem. As ações das construtoras listadas na B3 subiram em média 3,5% desde a publicação da MP, com destaque para MRV e Cyrela, que têm forte exposição ao segmento de médio padrão. A FipeZap divulgou nesta semana que o preço médio do metro quadrado em 50 cidades subiu 0,8% em agosto, e a nova demanda pode manter a tendência de alta no trimestre atual.

A medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para virar lei. O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Vieira (MDB-SP), garantiu que o texto tem prioridade e deve ser votado ainda em outubro. Enquanto isso, entidades como a Secovi e o Sindicato da Habitação pedem que os bancos antecipem a implementação para não perder o ritmo de vendas no último trimestre do ano.

Para quem pretende financiar um imóvel, a orientação é avaliar com cuidado a nova ferramenta. "O FGTS Futuro pode ser um excelente aliado para reduzir a parcela e conquistar a casa própria, mas é fundamental simular cenários e ter uma reserva de emergência", orienta a consultora financeira Marina Costa. A especialista recomenda que o mutuário leia atentamente o contrato e verifique se a proposta do banco já contempla as novas regras.

#FGTS Futuro#financiamento imobiliário#governo federal
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