Estas 5 cidades valorizaram 30% no trimestre; veja ranking
Levantamento com dados de vendas e lançamentos revela que o interior de SP e o Sul puxam a alta, com capitais tradicionais ficando para trás. Descubra onde investir antes da próxima rodada.

O mercado imobiliário brasileiro atravessa um momento de reordenamento. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro registram altas moderadas, cidades médias do interior paulista e do Sul do país emergem como os novos polos de valorização. Segundo o Índice Abrainc-Fipe de Preços de Imóveis Anunciados, divulgado nesta semana, cinco municípios apresentaram valorização média superior a 30% no trimestre encerrado em junho.
O ranking é liderado por Sorocaba, com alta de 34,8% no preço médio do metro quadrado entre abril e junho de 2026. Em seguida aparecem Joinville (33,2%), Campinas (32,1%), Londrina (31,4%) e Indaiatuba (30,7%). O resultado surpreende até gestores de fundos imobiliários, que já começam a direcionar recursos para essas regiões.
O que explica esse movimento? Segundo o Secovi-SP, a combinação de estoque baixo, renda local aquecida e o avanço do home office híbrido empurram a demanda para cidades com melhor custo de vida e infraestrutura em expansão. Em Sorocaba, por exemplo, a chegada de novos centros logísticos e a melhoria do transporte ferroviário de passageiros foram determinantes.
Além disso, o último Copom, realizado na semana passada, manteve a Selic em 9,5% ao ano, após três cortes consecutivos. Isso derrubou a taxa média do financiamento imobiliário para 10,2% a.a., o menor patamar desde 2020, segundo dados do Banco Central. Com parcelas mais leves, o comprador final disputa os poucos imóveis disponíveis, acelerando a valorização.
Outro fator que ajuda a explicar o ranking é o ciclo de obras de infraestrutura. Em Joinville, a duplicação da BR-280 e a expansão do parque industrial têxtil e de tecnologia atraíram novos moradores. Já em Campinas, o trem intercidades, que deve ser entregue em 2029, já impacta os preços nos bairros próximos às estações.
Para quem busca oportunidades, os especialistas ouvidos pelo Portal recomendam atenção aos municípios que combinam alta atual com potencial de médio prazo. Indaiatuba, por exemplo, tem preço médio ainda 20% abaixo de Campinas, mas com ritmo de valorização semelhante. “O momento é de olhar para o interior antes que o capital institucional chegue em peso”, afirma a analista da consultoria Brain Inteligência Estratégica.
A tendência, segundo a Abrainc, é que esse movimento continue no segundo semestre. A entidade projeta alta acumulada de 12% nos preços reais em 2026, puxada justamente por essas cidades. Mas atenção: o investidor precisa avaliar a liquidez da região e o prazo de retorno, pois valorização rápida também pode indicar bolha localizada.


