Dubai se consolida como novo paraíso imobiliário dos ultra-ricos
Com isenção fiscal, segurança e projetos icônicos, Dubai atrai bilionários do mundo inteiro. Mercado de luxo registra alta de 30% nas vendas em 2024, com transações recordes acima de US$ 10 milhões.

Dubai consolidou-se como o destino preferido dos ultra-ricos para investimentos imobiliários em 2024. Dados da consultoria Knight Frank apontam que as vendas de imóveis acima de US$ 10 milhões cresceram 30% no primeiro semestre, com mais de 200 transações desse porte. O boom é impulsionado por fatores como isenção total de imposto de renda sobre ganhos imobiliários, segurança jurídica e infraestrutura de ponta.
A cidade oferece um porto seguro em meio à instabilidade global. Enquanto mercados tradicionais como Nova York e Londres enfrentam aumento de impostos e regulações mais rígidas, Dubai manteve políticas fiscais atrativas. A moeda local atrelada ao dólar também elimina riscos cambiais para investidores estrangeiros.
Projetos como Palm Jumeirah, Dubai Creek Harbour e as ilhas artificiais The World continuam a gerar fascínio. Empreendimentos residenciais com preços que ultrapassam US$ 50 milhões, como vilas na praia de Jumeirah Bay Island, são vendidos antes mesmo do lançamento oficial. A demanda vem principalmente de compradores da Rússia, China, Reino Unido e Índia.
A infraestrutura de classe mundial e o estilo de vida luxuoso são diferenciais. Dubai oferece escolas internacionais, hospitais de alto padrão, restaurantes estrelados e shoppings que são verdadeiros parques temáticos. Para os ultra-ricos, a possibilidade de obter residência por meio da compra de imóveis (visto gold) é outro atrativo.
Especialistas do Secovi-SP apontam que o fenômeno não é passageiro. A cidade planeja dobrar sua população até 2040, com investimentos maciços em transporte e sustentabilidade. A Expo 2020 deixou um legado de infraestrutura moderna, e a abertura do novo aeroporto Al Maktoum já movimenta o mercado.
No entanto, o mercado de luxo em Dubai não está imune a riscos. A volatilidade geopolítica no Oriente Médio e a dependência do capital estrangeiro podem gerar correções. Ainda assim, a demanda aquecida e a oferta limitada em regiões nobres mantêm os preços em trajetória ascendente.
Para investidores brasileiros, Dubai representa uma oportunidade de diversificação internacional com potencial de valorização. A assessoria imobiliária recomendada pela Abrainc sugere atenção a custos de condomínio e taxas de registro, que podem chegar a 4% do valor do imóvel. Mas para quem busca exclusividade e retorno, a cidade dourada continua a brilhar.


