Política

Congresso amplia Minha Casa Minha Vida e renda para R$ 12 mil; veja quem entra

Nova faixa 3 do programa habitacional foi aprovada nesta semana e pode beneficiar mais de 2 milhões de famílias. Entenda as mudanças e como elas afetam o setor imobiliário.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Congresso amplia Minha Casa Minha Vida e renda para R$ 12 mil; veja quem entra

O Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira (2) a ampliação do programa Minha Casa Minha Vida, elevando o limite de renda bruta familiar da faixa 3 de R$ 8.000 para R$ 12.000. A medida, que agora segue para sanção presidencial, deve ser oficializada ainda neste mês de setembro, segundo o relator da matéria, deputado José Carlos Aleluia (União-BA).

A decisão, tomada após intensas negociações entre a base governista e a oposição, representa a primeira revisão significativa do programa desde o seu relançamento em 2023. De acordo com dados da Abrainc, a mudança pode ampliar o público elegível em cerca de 2,3 milhões de famílias, que antes não se enquadravam nos critérios de financiamento subsidiado.

Para o mercado imobiliário, o impacto é imediato. A incorporadora MRV, uma das maiores do país, já anunciou que vai acelerar o lançamento de projetos voltados para essa nova faixa, especialmente em cidades médias do interior, onde o custo do terreno é menor. Em conversa com o PerspECTIVA Imobiliária, o vice-presidente de novos negócios da companhia, Ricardo Paes, afirmou que a medida "destrava um mercado que estava represado há dois anos".

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Além da ampliação da faixa 3, o texto aprovado também aumenta o subsídio máximo de R$ 55 mil para R$ 75 mil para famílias da faixa 1, que agora podem ter renda de até R$ 2.850. Segundo o Ministério das Cidades, essa correção, somada à redução da taxa de juros para 4,5% ao ano nas regiões Norte e Nordeste, deve reduzir o déficit habitacional em 12% até o fim de 2027, conforme projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Especialistas, no entanto, alertam para o impacto fiscal. O economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, calcula que o programa pode custar R$ 8 bilhões adicionais por ano aos cofres públicos — um valor que, em sua avaliação, "não está plenamente coberto pelas fontes de receita previstas no orçamento de 2026". Apesar disso, o relator da matéria assegurou que o impacto será compensado pelo aumento da arrecadação com o crescimento do setor.

Para quem busca financiar o primeiro imóvel, a recomendação é aguardar a regulamentação final, prevista para sair até o fim de outubro, para então simular as condições. A Caixa Econômica Federal, principal agente do programa, já confirmou que as novas regras valem para contratos assinados a partir de 1º de janeiro de 2027, o que dá tempo para o comprador organizar a documentação e escolher o imóvel com calma.

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