Como Neymar, Anitta e Ivete constroem fortunas em imóveis fora do Brasil
Astros brasileiros diversificam para o exterior: Neymar tem mansão em Miami, Anitta aposta em Lisboa e Orlando, e Ivete Sangalo investe em hotéis na Bahia. Veja os números.

O mercado imobiliário de luxo se tornou refúgio para celebridades brasileiras que buscam blindar patrimônio e obter retornos em dólar. Segundo dados da Secovi-SP, o metro quadrado em bairros nobres de São Paulo subiu 18% em 12 meses, mas muitos famosos preferem alocar capital fora do país. Levantamento da consultoria Wealth-X aponta que 30% dos ativos de celebridades brasileiras estão em imóveis, sendo que 40% desses imóveis ficam no exterior.
Neymar, por exemplo, desembolsou US$ 10 milhões em 2022 por uma mansão em Miami Beach, com 1.200 m² e vista para o mar. O jogador também possui cobertura em Paris avaliada em € 5 milhões e uma casa em Santos avaliada em R$ 15 milhões. A valorização média de imóveis em Miami foi de 12% ao ano nos últimos cinco anos, segundo o Miami Association of Realtors.
Anitta diversificou entre Orlando (EUA) e Lisboa (Portugal). Em 2023, comprou um condomínio fechado em Orlando por US$ 2,5 milhões, com rendimento de aluguel de curta temporada estimado em 8% ao ano. Em Lisboa, adquiriu um apartamento de 200 m² no bairro do Príncipe Real por € 1,8 milhão. Dados do Instituto Nacional de Estatística de Portugal mostram alta de 10% nos preços de imóveis em Lisboa em 2025.
Ivete Sangalo, por sua vez, investiu no setor hoteleiro baiano. Em parceria com a rede Wish, inaugurou um resort em Porto Seguro em 2024, com investimento de R$ 80 milhões. A ocupação média de hotéis de luxo na Bahia foi de 75% em 2025, segundo a ABIH-BA. Já Roberto Justus mantém portfólio focado em imóveis comerciais em São Paulo, com dois edifícios corporativos na Faria Lima, avaliados em R$ 200 milhões, gerando renda mensal de R$ 1,5 milhão.
Para o pequeno investidor, a lição não é copiar o padrão de luxo, mas entender a lógica: diversificação geográfica, exposição ao dólar e busca por renda recorrente. Fundos imobiliários (FIIs) com ativos no exterior, como os listados na B3, permitem exposição a mercados internacionais com baixo capital inicial. Em 2026, a Anbima registrou alta de 25% no patrimônio líquido de FIIs globais.
Consultor imobiliário da Brain Inteligência estratégica recomenda: “Antes de comprar no exterior, estude impostos locais e custos de manutenção. Comece com FIIs internacionais de tijolo, que pagam dividendos isentos de IR para pessoa física.”


