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Boom imobiliário global: 4 cidades onde preços subiram 30% em 2026

Lisboa, Miami, Dubai e Tóquio registram alta histórica no metro quadrado, puxada por estrangeiros e juros baixos. Veja onde ainda há oportunidade.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Boom imobiliário global: 4 cidades onde preços subiram 30% em 2026

O mercado imobiliário global vive um momento de euforia em 2026, mas a disparada de preços em algumas cidades está acendendo o alerta de especialistas. Dados divulgados esta semana pela consultoria Knight Frank mostram que o metro quadrado em Lisboa, Miami, Dubai e Tóquio subiu, em média, 30% nos últimos 12 meses, impulsionado por compradores estrangeiros, juros baixos e uma demanda reprimida que não para de crescer.

Em Lisboa, o preço médio por metro quadrado atingiu € 8.200 (cerca de R$ 48 mil), segundo o relatório do segundo trimestre divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística de Portugal. A capital portuguesa atrai investidores de toda a Europa, especialmente depois que o governo flexibilizou o visto de residência para quem investe em imóveis acima de € 500 mil — medida aprovada em março deste ano e que já turbinou as vendas em 18% no trimestre.

Já Miami, nos Estados Unidos, viu o metro quadrado saltar para US$ 12.500 (R$ 68 mil), puxado pela migração de americanos de alta renda e por brasileiros que buscam proteção patrimonial. A Associação de Corretores de Miami reportou, nesta semana, que 40% das compras no último mês foram feitas em dinheiro, um recorde desde o pico da bolha de 2007. O boom é real, mas especialistas locais já falam em risco de superoferta de condomínios de luxo.

Dubai, por sua vez, segue batendo recordes: o índice de preços residenciais do banco central dos Emirados subiu 22% no primeiro semestre, e o metro quadrado médio está em US$ 7.800 (R$ 42 mil). O governo local lançou, este mês, um programa de residência dourada de 10 anos para investidores, o que deve manter a demanda aquecida. No entanto, analistas da consultoria JLL alertam que o mercado já mostra sinais de maturidade, com taxas de aluguel crescendo a um ritmo menor que os preços.

Em Tóquio, o fenômeno é diferente: o Banco do Japão manteve os juros negativos até junho, o que barateou o crédito imobiliário e atraiu fundos internacionais. O metro quadrado em bairros centrais como Minato e Shibuya subiu 15% no último trimestre, chegando a ¥ 1,8 milhão (R$ 70 mil). Mas a crise demográfica japonesa é um alerta: o número de novas famílias caiu 3% ao ano, o que pode esvaziar a demanda no longo prazo.

Para o investidor brasileiro, o cenário é de oportunidade e risco. Com o dólar estável em R$ 5,20 e a Selic em 12% ao ano, aplicar no exterior pode ser uma forma de diversificar, mas é preciso escolher cidades com fundamentos fortes. Especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária recomendam cautela com mercados que já subiram muito e sugerem analisar cidades secundárias, como Porto, em Portugal, e Fort Lauderdale, nos EUA, onde o metro quadrado ainda está 30% abaixo das capitais.

Independentemente da escolha, o recado desta semana é claro: o boom imobiliário global está longe de acabar, mas a seletividade será a chave para não comprar no topo. Fique atento aos relatórios do segundo trimestre e converse com um consultor antes de fechar negócio.

#mercado imobiliário#preços globais#investimento exterior
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