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Boom imobiliário global: 4 cidades onde preços disparam 30% em 2026

Lisboa, Miami, Dubai e Tóquio registram alta histórica no 3º trimestre. Veja o ranking e por que o Brasil fica de fora — até quando?

Redação Perspectiva Imobiliária·
Boom imobiliário global: 4 cidades onde preços disparam 30% em 2026

O mercado imobiliário global vive um momento de euforia concentrada em quatro polos: Lisboa, Miami, Dubai e Tóquio. Dados divulgados nesta semana pela consultoria Knight Frank mostram que os preços de imóveis nessas cidades subiram, em média, 30% no acumulado de 2026, puxados por estoque escasso e demanda internacional aquecida.

Em Lisboa, o metro quadrado médio atingiu € 8.400 em agosto, alta de 12% no trimestre e de 34% no ano — a maior entre capitais europeias, segundo o índice da Confidencial Imobiliário. O programa de vistos gold, reformulado em 2025, voltou a atrair estrangeiros, mas a oferta de novas unidades não acompanha: são apenas 4.500 lançamentos por ano para uma demanda estimada em 15 mil.

Miami, por sua vez, lidera nos Estados Unidos com preço médio de US$ 720 mil, puxado por compradores latino-americanos e asiáticos. O índice S&P/Case-Shiller, divulgado no fim de agosto, aponta alta de 9,2% só no trimestre. A Associação de Corretores da Flórida registra estoque de apenas 2,8 meses — bem abaixo do equilíbrio de 6 meses.

Já Dubai, que vive ciclos de altos e baixos, surpreende: o índice oficial do Dubai Land Department mostra que os preços subiram 28% em 12 meses até julho, com lançamentos de luxo esgotando em horas. Tóquio completa o grupo com alta de 11% no semestre, impulsionada por juros negativos persistentes e pela desvalorização do iene, que atrai investidores estrangeiros para o mercado de apartamentos compactos.

Enquanto isso, o Brasil segue na contramão. Em agosto, o Índice FipeZap mostrou alta de apenas 0,4% no mês para as 50 cidades monitoradas, acumulando 6,2% em 12 meses — muito abaixo da inflação projetada de 4,5%. Com a Selic em 12,75% ao ano, a falta de crédito barato mantém o mercado doméstico travado, segundo especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária.

Analistas apontam que o investidor brasileiro que busca diversificação internacional encontra nessas quatro cidades oportunidades, mas alertam: o momento exige cautela para evitar bolhas. "A valorização de 30% ao ano não é sustentável indefinidamente. Quem entra agora precisa pensar em horizonte de longo prazo e risco cambial", diz o economista-chefe de uma gestora local.

Para quem quer acompanhar o movimento global sem sair do país, uma alternativa são os fundos imobiliários internacionais, que tiveram alta de 18% na B3 neste ano, com fluxo estrangeiro recorde. A tendência, segundo relatório da Abrainc desta semana, é que a busca por cidades globais continue forte até 2027, mas com correções pontuais.

Fique de olho nas próximas semanas: os bancos centrais das principais economias se reúnem ainda em setembro, e qualquer mudança nos juros pode redefinir o mapa do investimento imobiliário global.

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