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Balneário Camboriú: lançamentos batem recorde e estoque some em 48h

Dados do Secovi-SC mostram que 1.340 unidades foram lançadas em agosto, com 62% vendidas na planta em uma semana. Entenda o efeito sobre os preços.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Balneário Camboriú: lançamentos batem recorde e estoque some em 48h

Balneário Camboriú voltou a ser o epicentro dos lançamentos imobiliários de alto padrão no Brasil. Dados do Secovi-SC divulgados nesta semana mostram que agosto fechou com 1.340 unidades lançadas na cidade, o maior volume para o mês desde 2021. O dado surpreende o mercado: 62% dessas unidades foram vendidas ainda na planta, em até sete dias após o início das vendas.

A febre não é pontual. No trimestre atual, Balneário Camboriú e a vizinha Itapema somam R$ 2,8 bilhões em VGV (Valor Geral de Vendas) lançado, segundo a Abrainc. O número é 35% maior que no mesmo período de 2025. As incorporadoras locais, como a FG Empreendimentos e a DNA Alt, estão antecipando lançamentos que estavam previstos para 2027, diante da demanda aquecida.

O que explica essa corrida? Especialistas apontam para a combinação entre a Selic em 11,25% ao ano, que mantém o financiamento imobiliário atraente, e o aumento de investidores estrangeiros, sobretudo argentinos e uruguaios, que buscam proteção patrimonial. O câmbio estável e a valorização média de 18% nos últimos 12 meses, segundo o índice FipeZap, tornam a cidade um porto seguro.

Mas há um efeito colateral: o estoque está secando. Em agosto, o prazo médio para vender um imóvel recém-lançado caiu para 40 dias, menos da metade da média nacional. Para quem quer comprar para morar ou investir, a janela está apertando. Os preços por metro quadrado lançado já ultrapassam R$ 15 mil na orla, e projeções do Secovi indicam alta de mais 12% até o fim de 2026.

Diante desse cenário, a orientação de analistas é clara: quem está considerando um imóvel em Balneário Camboriú precisa agir com planejamento. Comparar as condições de pagamento na planta, verificar a reputação da incorporadora e negociar prazos de entrada pode fazer diferença de até R$ 200 mil no custo final. O mercado segue aquecido, mas a seletividade será a chave para não pagar caro em meio à euforia.

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