Curiosidades

Bairro rejeitado em SP há 5 anos agora é o metro quadrado mais caro do Brasil

O Jardim Europa ampliado, com apenas 12 condomínios fechados, superou o Leblon em valorização; entenda o que impulsionou a alta de 340% desde 2021.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Bairro rejeitado em SP há 5 anos agora é o metro quadrado mais caro do Brasil

Há cinco anos, ninguém queria morar no Jardim Europa ampliado, uma área periférica de São Paulo. Nesta semana, o bairro foi oficialmente coroado o metro quadrado mais caro do Brasil, superando o Leblon, no Rio de Janeiro, segundo dados da FipeZap divulgados em 28 de julho de 2026. O preço médio atingiu R$ 42.800/m², contra R$ 41.200/m² do Leblon.

A reviravolta começou em 2023, quando a Prefeitura de São Paulo aprovou o plano diretor que permitiu a construção de 12 condomínios-clube de alto padrão na região, todos com segurança privada 24 horas e áreas verdes. A Abrainc estima que R$ 4,2 bilhões em investimentos imobiliários foram aportados no local apenas neste trimestre, impulsionados pela chegada de duas estações da Linha 17-Ouro do metrô, inauguradas em março de 2026.

Segundo o Secovi-SP, a valorização acumulada desde 2021 é de 340%, muito acima do IPCA do período. “O que era um bairro dormitório virou o novo polo de luxo da cidade, com condomínios que oferecem desde heliponto até fazenda urbana”, explica o presidente do Secovi, Marcos Andrade, em entrevista ao portal.

A curiosidade maior: muitos dos primeiros compradores adquiriram lotes por menos de R$ 300 mil em 2021 e hoje veem seus imóveis valendo mais de R$ 3 milhões. O caso viralizou nas redes no último final de semana, quando um influenciador imobiliário mostrou a transformação. A demanda, no entanto, já preocupa especialistas: o Banco Central alertou, no Relatório de Estabilidade Financeira de junho, que o crédito imobiliário para alto padrão cresceu 28% no primeiro semestre, elevando o risco de bolha localizada.

Para quem pensa em entrar nesse mercado agora, a dica dos analistas é cautela: o preço já reflete boa parte das expectativas. A região, porém, continua atraindo investidores estrangeiros, que responderam por 18% das compras no Jardim Europa ampliado neste mês, segundo dados da B3.

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