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Aluguel por temporada sobe 18% no trimestre; Secovi aponta migração para curta estadia

A alta de 18% nos contratos de temporada no 2º tri de 2026 reflete mudança de comportamento: locadores trocam aluguel tradicional por diárias. Entenda os números e regiões mais aquecidas.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada sobe 18% no trimestre; Secovi aponta migração para curta estadia

O mercado de locação por temporada no Brasil registrou um aumento de 18% no número de contratos fechados no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Secovi divulgados nesta semana. O índice supera o crescimento de 12% observado no mesmo período do ano passado, indicando uma aceleração na preferência por estadias curtas.

De acordo com o presidente da Secovi, Augusto Viana, a migração de proprietários do aluguel tradicional para a temporada é impulsionada pela flexibilidade e pela rentabilidade imediata. “Com a Selic estabilizada em 11,5% ao ano, o investidor busca alternativas que ofereçam retorno acima da renda fixa, e o aluguel de curta duração tem se destacado”, afirmou em coletiva na última terça-feira.

Os dados da FipeZap mostram que o preço médio do metro quadrado para locação temporária nas capitais subiu 6,2% em julho, puxado por Florianópolis (alta de 9,1%) e Rio de Janeiro (8,4%). Já em São Paulo, o valor médio da diária atingiu R$ 280, segundo pesquisa da plataforma Airbnb divulgada nesta quinta-feira.

A tendência é corroborada pelo aumento de 22% no número de imóveis cadastrados em plataformas digitais no primeiro semestre de 2026, conforme relatório da Abrainc. Especialistas apontam que a regulamentação municipal em discussão no Congresso, que prevê regras mais claras para aluguéis por temporada, pode acelerar ainda mais o movimento.

Para o investidor, a dica é ficar atento à sazonalidade: no trimestre atual, o Nordeste concentra 45% das reservas, com destaque para Salvador e Recife. Já no Sudeste, a procura por imóveis corporativos de curta estadia cresceu 15% em relação ao trimestre anterior.

A conclusão dos analistas é clara: o aluguel por temporada deixou de ser uma alternativa sazonal para se consolidar como uma tendência estrutural do mercado imobiliário brasileiro. Quem não se adaptar a essa nova dinâmica corre o risco de perder rentabilidade.

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