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Aluguel por temporada sobe 18% no trimestre; São Paulo lidera alta de 22%

Plataformas como Airbnb e Vrbo registram ocupação recorde em julho de 2026. Fatores como Selic a 10,25% e reforma tributária impulsionam migração de investidores para locação de curta duração. Saiba quais regiões concentram os maiores retornos.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada sobe 18% no trimestre; São Paulo lidera alta de 22%

O mercado de aluguel por temporada no Brasil registrou alta de 18% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Locação por Temporada (ABLT). São Paulo lidera o crescimento com variação de 22%, impulsionada pela retomada do turismo corporativo e eventos internacionais como a Bienal de Arte e a Fórmula 1.

De acordo com dados do FipeZAP divulgados nesta semana, o preço médio do metro quadrado para locação por temporada nas capitais brasileiras atingiu R$ 68,00 em julho, ante R$ 57,00 em janeiro. A ocupação média das unidades no trimestre atual alcançou 78%, a maior desde 2022. Especialistas apontam que a combinação de juros elevados (Selic a 10,25% definida no último Copom) e a reforma tributária em tramitação no Congresso tem redirecionado investidores do aluguel tradicional para a locação de curta duração.

Rio de Janeiro e Florianópolis também se destacam, com altas de 15% e 19%, respectivamente. No Rio, o calendário de grandes eventos como o Rock in Rio (previsto para setembro) já impacta as reservas de julho, com diárias médias de R$ 350 em bairros como Ipanema e Leblon. Já em Florianópolis, a procura por imóveis próximos a praias e parques tecnológicos elevou o rendimento médio anual para 8,5%, segundo a Secovi-SC.

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A plataforma Airbnb reportou que o número de anúncios ativos no Brasil cresceu 12% no primeiro semestre de 2026, com destaque para imóveis de alto padrão em bairros como Jardins (SP) e Lagoa (RJ). Segundo a ABLT, o ticket médio das diárias subiu 10% no período, puxado pela inflação de serviços e pela demanda aquecida. “O investidor que antes focava em contratos de longo prazo agora busca a flexibilidade e o maior retorno da temporada”, afirma Carlos Mendes, presidente da associação.

Por outro lado, o mercado de aluguel residencial tradicional desacelerou. Dados da B3 mostram que os contratos firmados em julho caíram 5% ante junho, enquanto os índices de vacância subiram ligeiramente para 6,2% nas capitais. A Anbima alerta que a migração pode pressionar a oferta de imóveis para moradia permanente, especialmente em bairros centrais.

Para quem busca investir nesse segmento, a recomendação dos analistas é focar em cidades com eventos sazonais e infraestrutura consolidada. No trimestre, São Paulo e Rio concentraram 45% das transações. A perspectiva para os próximos meses é de continuidade da alta, com a proximidade da Copa do Mundo de 2026 (novembro) e o feriado prolongado de 7 de Setembro já impulsionando reservas.

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