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Aluguel por temporada sobe 12% no trimestre e pressiona locação tradicional no Brasil

Com Selic a 10,25% e inflação de serviços em alta, aluguéis de curta duração ganham vantagem competitiva sobre contratos fixos, aponta Secovi-SP. Entenda os impactos para investidores e inquilinos em julho de 2026.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada sobe 12% no trimestre e pressiona locação tradicional no Brasil

O mercado de locação por temporada no Brasil registrou alta de 12% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secovi-SP divulgados nesta semana. O crescimento é impulsionado pela combinação de juros elevados (Selic a 10,25% desde a última reunião do Copom em junho) e pela retomada do turismo doméstico, que cresceu 7% no primeiro semestre.

Enquanto isso, a locação tradicional de longo prazo apresenta desaceleração nos reajustes. O índice FipeZap de aluguel residencial registrou variação de apenas 0,35% em junho, acumulando 4,8% nos últimos 12 meses — bem abaixo da inflação de serviços, que está em 6,2% no mesmo período, segundo o IBGE. Isso significa que proprietários de imóveis estão perdendo poder de compra com contratos fixos.

A diferença de rentabilidade entre as duas modalidades ficou mais evidente no trimestre atual. De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, o retorno médio do aluguel por temporada supera em 4,5 pontos percentuais o da locação tradicional, considerando desocupação e custos operacionais.

O comportamento do consumidor também mudou. Dados do Banco Central mostram que o crédito imobiliário para compra de imóveis cresceu apenas 2,3% no primeiro semestre de 2026, enquanto o financiamento para reforma e adaptação de imóveis para temporada saltou 15%. Investidores estão migrando para imóveis menores e bem localizados, com alto potencial de diária.

Para inquilinos, a notícia não é boa: a oferta de imóveis para locação tradicional encolheu 8% nas principais capitais desde janeiro, reduzindo a pressão para baixo nos preços. A tendência é que a escassez de contratos longos force uma alta nos próximos meses, especialmente em bairros centrais e próximos a universidades.

Especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária recomendam que proprietários avaliem o perfil do imóvel e da região antes de migrar. "Em zonas turísticas ou corporativas, a temporada compensa; em bairros residenciais estáveis, o aluguel tradicional ainda é mais seguro", afirma economista da Fipe. A dica para quem busca moradia fixa é negociar contratos com indexação ao IPCA, evitando perdas futuras.

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