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Aluguel por temporada no Brasil cresce 40% em setembro e já supera 2025; veja as cidades que mais lucram

Dados inéditos da Abrainc mostram que a locação de curta duração faturou R$ 2,3 bilhões no verão antecipado de 2026. Descubra onde os proprietários estão lucrando mais e como não ficar para trás.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada no Brasil cresce 40% em setembro e já supera 2025; veja as cidades que mais lucram

O mercado de aluguel por temporada no Brasil acaba de registrar o maior salto dos últimos cinco anos. Segundo levantamento exclusivo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), divulgado nesta semana, a receita do setor atingiu R$ 2,3 bilhões entre junho e agosto de 2026 — alta de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O movimento é puxado pela antecipação das férias de verão e pela onda de turismo doméstico que não para de crescer.

Na ponta do lápis, o ticket médio da diária subiu para R$ 680, contra R$ 490 no ano passado, de acordo com o índice FipeZap de Locação por Temporada. Florianópolis lidera o ranking, com valorização de 52% nas diárias, seguida por Balneário Camboriú (47%) e João Pessoa (39%). São Paulo, surpreendentemente, aparece em quarto lugar, com alta de 35%, impulsionada por eventos corporativos e shows internacionais.

O comportamento do consumidor também mudou. "O viajante brasileiro está mais exigente e disposto a pagar por experiências completas. Imóveis com diferenciais como coworking, piscina aquecida e pet friendly têm ocupação 30% maior", explica Ana Beatriz Rocha, diretora de inteligência de mercado da Abrainc. Plataformas como Airbnb e Booking registraram aumento de 45% nas reservas de última hora, reflexo da nova dinâmica de trabalho híbrido.

Para os proprietários, a rentabilidade média no trimestre foi de 1,2% ao mês sobre o valor do imóvel — bem acima dos 0,5% do aluguel tradicional. Esse diferencial tem atraído investidores que antes migravam para a renda fixa. "Com a Selic a 8,5% ao ano, o retorno da locação por temporada se tornou competitivo e ainda oferece a valorização do imóvel", avalia Rocha.

Mas nem tudo são flores. O aumento da oferta em algumas regiões já começa a pressionar os preços. Em Ubatuba (SP), a taxa de ocupação caiu de 85% para 72% em agosto, e as diárias recuaram 8% na comparação mensal. Especialistas alertam para a importância de uma gestão profissional para evitar vacância e prejuízos. "O amadorismo não cabe mais. É preciso cuidar de precificação dinâmica, limpeza e atendimento 24 horas", recomenda o consultor imobiliário Marcos Tavares.

O cenário regulatório também está em ebulição. O projeto de lei que regulamenta a atividade no país, em tramitação na Câmara, pode exigir cadastro municipal e regras de convivência em condomínios. A expectativa é que a votação ocorra até novembro. Enquanto isso, cidades como o Rio de Janeiro já discutem restrições em áreas residenciais, o que pode redesenhar o mapa dos investimentos.

Para quem pensa em entrar nesse mercado, a dica é mirar em cidades médias com aeroporto em expansão e demanda constante, como Vitória (ES) e São José dos Campos (SP). "O interior paulista e o litoral catarinense ainda têm espaço para crescer com boa margem", finaliza Tavares. Com o verão batendo à porta, a corrida por imóveis de temporada promete esquentar ainda mais os próximos meses.

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