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Aluguel por temporada explode: ocupação recorde em julho de 2026 impulsiona investidores

Com ocupação de 85% nas capitais litorâneas e diárias 30% acima de 2025, a locação por temporada atrai investidores que buscam rendimento imediato. Dados do Secovi-RJ e FipeZap mostram que o mercado de curta duração já responde por 22% dos novos contratos no trimestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada explode: ocupação recorde em julho de 2026 impulsiona investidores

O mercado de aluguel por temporada vive um boom em julho de 2026. Dados do Secovi divulgados nesta semana apontam ocupação média de 85% nas capitais litorâneas do Nordeste e Rio de Janeiro, o maior índice para o mês desde o início da série histórica em 2019. Em Florianópolis e Balneário Camboriú, a taxa chega a 92%, segundo levantamento da Associação Brasileira de Locação por Temporada (ABLT).

O que explica esse movimento é a combinação de fatores sazonais e estruturais. O dólar em alta (R$ 6,20 nesta quinta-feira) redirecionou o turismo doméstico para destinos nacionais, enquanto a inflação controlada (IPCA-15 de junho a 4,1% ao ano) elevou o poder de compra das famílias. "Julho de 2026 entrou para a história como o mês em que o aluguel de curta duração se consolidou como alternativa massiva ao hotel tradicional", afirma Eduardo Zaidan, vice-presidente do Secovi-SP.

Os preços acompanham a demanda. O ticket médio da diária em imóveis de alto padrão no Rio de Janeiro subiu 30% em relação a julho de 2025, para R$ 1.200, segundo o FipeZap de locação por temporada. Nas plataformas digitais, como Airbnb e Vrbo, a oferta de imóveis cresceu 18% no segundo trimestre de 2026 comparado ao mesmo período do ano passado, mas a demanda superou a oferta, gerando aumento real de preços.

Para investidores, o momento é de entrada. O retorno líquido anualizado (yield) de imóveis voltados à temporada chega a 12% ao ano, contra 6% da locação tradicional, de acordo com a Anbima. "Estamos vendo fundos imobiliários de tijolo migrando carteiras para ativos de curta duração", comenta Patrícia Marques, analista de real estate da XP Investimentos. "O problema é a regulação: cidades como São Paulo e Brasília ainda debatem limites para locação por temporada, o que gera incerteza."

O Congresso também está atento. Na última semana, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara aprovou projeto de lei que estabelece regras nacionais para o setor, incluindo registro obrigatório em plataformas e cobrança de ISS. A expectativa é de votação em plenário até setembro. Enquanto isso, as redes hoteleiras tradicionais reagem: a Accor anunciou neste mês a criação de uma subsidiária focada em residenciais com serviço de hotelaria, mirando o mesmo público.

A tendência é de continuidade no segundo semestre. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026 (que começa em novembro no México, Canadá e EUA), o mercado de temporada deve aquecer ainda mais em agosto e setembro, período de reservas antecipadas. "Quem não investiu agora, vai pagar mais caro em 2027", alerta Zaidan. Para quem busca renda imediata e diversificação, a locação por temporada surge como a grande aposta do mercado imobiliário brasileiro neste momento.

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