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Aluguel por temporada explode no 2º tri de 2026: preferência por estadias curtas e flexíveis

Com a Selic em 13,25% e o mercado de trabalho aquecido, brasileiros migram para aluguéis de curta duração. Dados do Secovi-SP mostram alta de 19% nas locações por temporada no 2º trimestre de 2026.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada explode no 2º tri de 2026: preferência por estadias curtas e flexíveis

O mercado de aluguel por temporada vive um momento de ebulição no Brasil. Dados divulgados nesta semana pelo Secovi-SP indicam que as locações de curta duração (até 90 dias) cresceram 19% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior, impulsionadas pela flexibilidade e pela busca por renda extra.

Segundo levantamento do Índice FipeZap, o preço médio do aluguel tradicional subiu 1,2% em junho, acumulando alta de 8,3% nos últimos 12 meses — abaixo da inflação projetada pelo Banco Central para 2026 (6,1%). Já nas locações por temporada, o ticket médio por diária avançou 11% no trimestre, atingindo R$ 298,00, com destaque para as capitais litorâneas.

“A alta da Selic, mantida em 13,25% na última reunião do Copom, encareceu o crédito imobiliário e fez com que muitos optassem por alugar em vez de comprar. Paralelamente, proprietários viram na temporada uma forma de proteger a rentabilidade”, explica Marina Gontijo, economista da Abrainc.

A mudança no comportamento do consumidor é notável: em vez de contratos anuais, cresce a demanda por estadias de uma a três semanas, especialmente em bairros centrais de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Plataformas digitais como QuintoAndar e AirBnb reportaram aumento de 34% no cadastro de imóveis para temporada no primeiro semestre de 2026.

Para os investidores, o movimento sinaliza uma oportunidade, mas com riscos. A regulamentação do aluguel por temporada avançou no Congresso neste mês de julho, com o Projeto de Lei 1.234/2025, que tramita em regime de urgência. A proposta prevê regras mais claras para contratos de curta duração, incluindo exigência de registro na Prefeitura e cobrança de ISS.

“Quem pensa em migrar para esse modelo precisa calcular a taxa de ocupação e os custos de rotatividade. Não é só a diária mais alta; há gastos com limpeza, manutenção e impostos”, alerta o consultor imobiliário Carlos Siqueira, da B3.

A tendência, no entanto, parece consolidada. Com a renda do brasileiro em alta (desemprego em 7,8% em junho) e o turismo interno aquecido após a Copa de 2026, a locação por temporada deve encerrar o ano com crescimento de 15% a 20%, segundo projeções do Secovi. Para o investidor, o recado é claro: diversificar entre contratos longos e curtos pode ser a chave para navegar o cenário atual.

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