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Aluguel por temporada explode 34% em 2026: os 3 bairros que mais faturam

Com Selic a 9,75% e plataformas digitais dominando, o aluguel de curta duração virou o ativo mais rentável do momento. Veja onde o retorno passa de 1,5% ao mês.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada explode 34% em 2026: os 3 bairros que mais faturam

O aluguel por temporada deixou de ser aposta para virar estratégia central de investidores brasileiros em 2026. Segundo levantamento da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) obtido com exclusividade por Perspectiva Imobiliária, a receita média por imóvel de curta duração cresceu 34% entre janeiro e agosto deste ano na comparação com o mesmo período de 2025. O movimento é puxado pela combinação de juros ainda altos — a Selic estacionada em 9,75% ao ano após o último Copom — e pela demanda recorde de viajantes domésticos, que já representam 78% das reservas nas plataformas.

Os números impressionam quando comparados à locação tradicional. Enquanto o aluguel residencial comum acumula alta de 7,2% no ano, segundo o índice FipeZap divulgado nesta semana, a diária média nacional pulou de R$ 412 para R$ 553 no mesmo intervalo. Em bairros como Moema (SP), Leblon (RJ) e Savassi (BH), o faturamento mensal por metro quadrado supera R$ 180 — quase o dobro do que rende um contrato anual padrão.

A explicação está no comportamento do viajante. Pesquisa da Anbima em parceria com o Secovi mostra que o brasileiro reduziu o número de viagens longas e aumentou as escapadas curtas: são 4,3 reservas por ano em 2026, contra 2,8 em 2024. Isso aquece cidades médias e destinos fora do eixo tradicional. Florianópolis, Porto de Galinhas e Tiradentes registraram ocupação acima de 82% no inverno, patamar que só se via em réveillon.

O avanço, porém, trouxe um novo campo de disputa regulatória. O Projeto de Lei 2.345/2026, em tramitação na Câmara, quer obrigar plataformas a repassarem dados de ocupação às prefeituras e criar um cadastro nacional de anfitriões. Condomínios de São Paulo e do Rio já aprovaram em assembleia limites de 90 dias por ano para locação short stay, o que pode redirecionar a oferta para bairros menos restritivos. Para o investidor, a leitura é clara: o retorno segue alto, mas exige gestão profissional e atenção à legislação local.

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Quem já migrou sente no bolso. Um apartamento de dois quartos em Pinheiros, comprado por R$ 780 mil em 2023, hoje gera R$ 9.400 mensais brutos com aluguel por temporada — rentabilidade de 1,44% ao mês, contra 0,48% do aluguel tradicional no mesmo endereço, segundo a plataforma QuintoAndar. Mesmo descontando taxas de plataforma, limpeza e vacância, o líquido ainda supera 0,9% mensais, número que nenhum CDB entrega com a mesma liquidez.

Especialistas alertam para o risco de superoferta em polos já saturados. Balneário Camboriú e Gramado, por exemplo, viram o número de anúncios crescer 41% em doze meses, o que começa a pressionar diárias e aumentar a vacância fora da alta temporada. A recomendação é diversificar: cidades médias com turismo de negócios, como Ribeirão Preto e Joinville, aparecem no radar como apostas com ocupação estável acima de 70% o ano inteiro.

Para o investidor que pensa em entrar agora, a conta é simples: com Selic em queda lenta e inflação controlada, o aluguel por temporada segue como o ativo imobiliário de maior retorno corrente. Mas o jogo mudou — não basta comprar bem, é preciso operar bem. Quem tratar o imóvel como negócio, e não como renda extra, deve continuar capturando os melhores números do mercado em 2027.

#aluguel por temporada#investimento imobiliário#short stay#Selic#FipeZap
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