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Aluguel por temporada dispara 38% e bate recorde em julho; veja onde

Levantamento desta semana mostra que cidades litorâneas e capitais turísticas puxam alta; locação tradicional também acelera com novo índice do IGP-M.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada dispara 38% e bate recorde em julho; veja onde

O mercado de locação por temporada no Brasil registrou em julho a maior alta anual dos últimos cinco anos, com os preços médios subindo 38% em comparação ao mesmo mês de 2025. O levantamento, divulgado nesta semana pela plataforma de reservas Hotelier, mostra que cidades como Florianópolis, Maceió e Trancoso lideram os aumentos, puxados pelo fortalecimento do turismo doméstico e pela entrada de novos investidores.

Segundo dados da Associação Brasileira de Locação por Temporada (Abratemp), o volume de imóveis ofertados cresceu 22% no primeiro semestre, com destaque para o Nordeste, que concentra 45% das reservas. "O brasileiro está descobrindo que a locação por temporada rende até 40% mais que o aluguel tradicional em destinos turísticos", afirma Ricardo Nogueira, consultor da Secovi-SP. Ele ressalta que a hotelaria de alto padrão pressiona os preços, mas a demanda segue firme.

No mercado de aluguel tradicional, a correção média nacional desacelerou para 0,85% em julho, após o IPCA-15 de 4,2% no acumulado de 12 meses. O índice FipeZap, monitorado em 50 cidades, aponta que São Paulo e Rio de Janeiro tiveram altas de 1,2% e 1,1% no mês, respectivamente. A taxa de vacância, porém, caiu para 11,3% — a menor desde 2019 —, sinalizando que a procura por imóveis para morar segue aquecida.

O Banco Central, em ata do último Copom, destacou que a manutenção da Selic em 11,75% ao ano deve manter a atratividade do aluguel frente ao financiamento, já que a taxa média do crédito imobiliário está em 12,1%. "Com a renda média crescendo 2,8% no trimestre, mais famílias optam por alugar enquanto esperam juros menores", analisa a economista Camila Prado, da Anbima.

Para quem quer entrar na temporada, especialistas recomendam focar em cidades com eventos programados para o fim do ano, como o Réveillon de Copacabana e a alta estação em Gramado. "Imóveis bem localizados, com gestão profissional, atingem 85% de ocupação em dezembro", afirma Nogueira. No entanto, ele alerta para a sazonalidade: "O retorno anual varia entre 8% e 12% no Nordeste, mas é preciso planejar para os meses de baixa."

A tendência, segundo a Abratemp, é que a temporada 2026/2027 quebre novos recordes, com a chegada de estrangeiros para a Copa do Mundo de 2027, cujos preparativos já impactam os preços em São Paulo e no Rio. O investidor que comprou para alugar no início do ano, em regiões como a Barra da Tijuca, já vê valorização de 18%, segundo dados do Secovi-RJ.

No fim das contas, o recado é claro: quem está de olho em renda imobiliária precisa escolher entre a segurança do contrato tradicional e o maior retorno da temporada. E a decisão, mais do que nunca, depende da localização e da gestão do imóvel.

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