Mercado BR

Aluguel por temporada dispara 37% no litoral; veja onde rende mais

Levantamento desta semana mostra que cidades do Nordeste e do Sul lideram a alta, com diárias até R$ 1.200. Entenda o que muda para investidores.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada dispara 37% no litoral; veja onde rende mais

O mercado de locação por temporada no Brasil está vivendo um momento de forte aquecimento. Dados divulgados nesta semana pela Associação Brasileira de Incorporadoras e Lojistas (Abrainc) mostram que o volume de reservas para o verão 2026/2027 cresceu 37% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento do turismo doméstico e pela busca por renda extra entre pequenos investidores.

Segundo levantamento da plataforma AlugueTemp, que monitora ofertas em 120 cidades brasileiras, as diárias médias subiram 12% no último trimestre, puxadas por destinos como Porto de Galinhas (PE), com média de R$ 850 por noite, e Balneário Camboriú (SC), que ultrapassou R$ 1.200 em imóveis de alto padrão. Já no litoral de São Paulo, cidades como Ilhabela e Ubatuba registraram alta de 9% nas diárias, mas com ocupação média de 78% nos fins de semana.

O movimento não é apenas sazonal. Especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária apontam que a combinação de juros ainda elevados — a Selic encerrou julho em 10,5% ao ano, após decisão do Copom — e a valorização de imóveis comerciais tem levado investidores a migrar para o segmento residencial de temporada, que oferece retorno bruto anual entre 8% e 12%, acima do aluguel tradicional.

Outro fator que impulsiona o setor é a mudança no perfil do viajante. Pesquisa da Fecomércio-RJ, divulgada no início deste mês, indica que 63% dos turistas brasileiros pretendem viajar até dezembro, e 41% já reservaram hospedagem por plataformas digitais. A preferência por casas e apartamentos com estrutura completa, como cozinha e lavanderia, cresceu 22% em relação ao ano passado.

Para quem quer entrar nesse mercado, a orientação de corretores e gestores é começar por cidades com demanda consolidada e evitar superoferta. “O erro mais comum é comprar imóvel em local que só tem demanda em janeiro. É preciso avaliar o fluxo o ano inteiro”, alerta Maria Fernanda Souza, consultora imobiliária da Cushman & Wakefield. Ela recomenda analisar a taxa de ocupação média anual, que hoje gira em torno de 65% nas praias do Nordeste, e considerar custos de condomínio, manutenção e impostos.

A tendência para o segundo semestre é de alta moderada nas diárias, com reajuste estimado entre 5% e 8% para a alta temporada, segundo projeções do Secovi-SP. Além disso, novas regras de tributação para aluguéis por temporada, aprovadas no Congresso no mês passado, simplificaram o recolhimento do imposto para pessoas físicas, o que deve aumentar a formalização do setor.

No fim das contas, a locação por temporada se consolidou como uma alternativa viável de renda, mas exige planejamento. Quem já atua no segmento, como o investidor paulista Eduardo Ramos, que possui três imóveis em Florianópolis, comemora: “No primeiro semestre, meu retorno foi 23% maior que no aluguel fixo. Mas é preciso estar atento à sazonalidade e ter uma boa gestão de reservas”. Com o mercado aquecido, a dica é pesquisar bem antes de investir.

#aluguel por temporada#litoral#investimento imobiliário#turismo#diárias
0 comentário(s)

Comentários

para comentar.

    Continue lendo