Aluguel por temporada dispara 34% no litoral de SP; veja os bairros que mais valorizaram
Dados do Secovi-SP mostram que diárias em Santos e Guarujá subiram até R$ 180 em julho. Saiba quais regiões lideram e como lucrar com a alta.

O mercado de locação por temporada no Brasil vive um momento de ebulição. Dados divulgados nesta semana pelo Secovi-SP mostram que as diárias no litoral paulista subiram 34% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, puxadas pela alta demanda de turistas estrangeiros e pela valorização de imóveis reformados. Em Santos, o valor médio da diária saltou de R$ 320 para R$ 430, enquanto em Guarujá a média atingiu R$ 510, com picos de R$ 680 em bairros como Pitangueiras e Enseada.
O movimento não se restringe ao litoral. No interior, cidades como Campinas e Ribeirão Preto registraram aumento de 22% nas locações de curta duração, impulsionadas por eventos corporativos e feiras de negócios. Segundo a Abrainc, o segmento de temporada já responde por 18% do total de contratos de aluguel no país, ante 12% no ano passado. A tendência é reflexo direto da flexibilização do trabalho híbrido e da busca por experiências personalizadas, que elevou a procura por imóveis mobiliados e com infraestrutura de lazer.
Para os investidores, a janela é clara: imóveis com 2 quartos e localização próxima à praia ou a centros de convenções estão entre os mais rentáveis. A plataforma Aluguel Temporada Brasil, que monitora 15 mil anúncios, aponta que a taxa de ocupação média em julho foi de 78%, a maior da série histórica. Em capitais como Florianópolis, o retorno bruto anual chega a 9,2%, superando o CDI, que está em 8,75%. No Rio de Janeiro, bairros como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes tiveram alta de 28% nas diárias, enquanto a Zona Sul ficou estável, com excesso de oferta.
Por outro lado, especialistas alertam para a regulação. A aprovação, no Congresso, do marco legal do aluguel por temporada, ainda em discussão, deve trazer mais segurança jurídica, mas também pode impor tributos municipais adicionais. Nesta semana, a Fipezap divulgou que o valor médio do aluguel tradicional subiu 1,1% em julho, acumulando 9,4% em 12 meses, o que torna o segmento de temporada ainda mais atraente em termos de retorno imediato.
A dica dos gestores é não comprar apenas pela diária: considere a sazonalidade regional, a gestão profissional e a liquidez. Imóveis em cidades com calendário de eventos fixo, como Recife, com o Carnaval, e Gramado, com o Natal, tendem a manter alta ocupação fora da alta temporada. Com a Selic estável no último Copom, o crédito imobiliário segue acessível, e a rentabilidade do aluguel por temporada, mesmo com vacância média de 25%, ainda supera em até 3 pontos percentuais o aluguel tradicional.
Para quem quer entrar agora, a recomendação é mirar nas cidades do Nordeste, onde o ticket médio de diária cresceu 41% em julho, segundo a Abrainc. Maceió e João Pessoa lideram em valorização, com alta de 35% e 30%, respectivamente. O mercado de temporada, que já era forte, virou a principal estratégia de renda para pequenos investidores, e as projeções para o verão 2027 indicam nova alta de pelo menos 15%.


