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Aluguel por temporada dispara 34% no litoral de SP; veja onde rende mais

Dados do Secovi-SP e plataformas de hospedagem mostram que cidades como Guarujá e Ubatuba tiveram alta de diárias e ocupação recorde em julho. Descubra os destinos que mais valorizaram e o que esperar para agosto.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Aluguel por temporada dispara 34% no litoral de SP; veja onde rende mais

O mercado de aluguel por temporada no Brasil vive um momento de ebulição. Entre janeiro e julho deste ano, a procura por imóveis de aluguel de curta duração no litoral de São Paulo cresceu 34% em comparação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da plataforma AlugueTemporada, em parceria com o Secovi-SP. O movimento é impulsionado pela recuperação do turismo doméstico e pela busca por renda extra em tempos de juros elevados.

O desempenho recente é ainda mais expressivo. Na última semana de julho, a taxa de ocupação média nas praias paulistas atingiu 91%, o maior nível para o período desde 2019. Diárias em imóveis de alto padrão em Guarujá chegaram a custar R$ 2.800 por noite, alta de 18% sobre o mesmo mês do ano passado. Já em Ubatuba, no litoral norte, o preço médio da diária subiu 12%, mas a demanda cresceu 41%, puxada por famílias que buscam destinos mais acessíveis.

O economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), André Carvalho, explica que o cenário macroeconômico favorece o aluguel por temporada: 'Com a taxa básica de juros em 12,75% ao ano, o investidor busca alternativas que gerem retorno imediato. A locação por curta duração, quando bem administrada, pode render até 0,8% ao mês sobre o valor do imóvel, mais que o dobro do aluguel tradicional.' Essa rentabilidade é corroborada por dados da plataforma AirDNA, que apontam que o retorno médio mensal em cidades como Florianópolis e Porto de Galinhas supera 1,1%.

As mudanças de comportamento do consumidor também explicam o fenômeno. O turista brasileiro trocou viagens internacionais por destinos nacionais, devido ao câmbio desfavorável e à alta dos preços no exterior. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros em voos domésticos cresceu 7,2% no primeiro semestre, enquanto as viagens para o exterior recuaram 3%. Esse fluxo, aliado à busca por experiências personalizadas e ao crescimento das plataformas de hospedagem, tem impulsionado a demanda por imóveis mobiliados e com infraestrutura de lazer.

Para os investidores, a dica é ficar atento às cidades que estão se estruturando para receber eventos de grande porte. Neste mês, por exemplo, a cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, recebe o Festival de Inverno, e a procura por locações na região já está 50% maior que no mesmo período do ano passado. Em agosto, o litoral catarinense se prepara para a alta temporada de verão, e especialistas recomendam adquirir imóveis em Balneário Camboriú, onde o aluguel por temporada pode render até R$ 6 mil por semana em apartamentos de frente para o mar.

Contudo, é preciso cautela. A regulamentação municipal é um ponto de atenção. Neste ano, cidades como São Paulo e Florianópolis discutiram novas regras para o aluguel por temporada, e o projeto de lei federal que tramita no Congresso pode padronizar a cobrança de impostos sobre essas locações. O advogado especialista em direito imobiliário, Ricardo Beraldo, alerta: 'Quem não se adequar às novas exigências fiscais pode reduzir drasticamente sua rentabilidade. É essencial manter a documentação em dia e acompanhar as discussões na Câmara.'

O cenário para os próximos meses segue otimista. Com a volta da temporada de verão e os feriados de setembro, a expectativa é de nova alta na demanda. Para o investidor que busca diversificar a carteira, o aluguel por temporada surge como uma alternativa viável, mas exige gestão ativa e conhecimento do mercado local. A boa notícia é que as cidades com maior potencial de valorização já estão mapeadas — e os números mostram que quem entrou no jogo cedo está colhendo frutos.

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