Celebridades

A Fazenda 18 fatura R$ 1,2 bi e produtores lucram 7x com merchandising

Com audiência 22% maior que a edição anterior, o reality da Record virou máquina de dinheiro: cada participante gera em média R$ 3,4 milhões em publicidade e produtos licenciados.

Redação Perspectiva Imobiliária·
A Fazenda 18 fatura R$ 1,2 bi e produtores lucram 7x com merchandising

A décima oitava edição de A Fazenda, que termina nesta terça-feira (16), não é apenas o reality mais assistido da TV aberta em 2026. É também o mais rentável da história do formato no Brasil. Segundo levantamento exclusivo da consultoria Economática, obtido por Perspectiva Imobiliária, a temporada deve encerrar com faturamento bruto de R$ 1,2 bilhão, entre cotas de patrocínio, merchandising, licenciamento de produtos e receitas digitais. O valor representa alta de 38% sobre a edição de 2025 e quase o dobro do registrado em 2024.

O motor desse crescimento é a chamada "economia do confinamento". Cada participante, em média, movimenta R$ 3,4 milhões em ações publicitárias durante os três meses de programa — de posts patrocinados a provadores de marcas dentro da sede. Os números foram compilados pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras) a partir de contratos de merchandising e métricas de engajamento. "É um modelo de negócio que combina audiência linear com alcance digital e licenciamento. O retorno por real investido chega a 7x para as marcas âncora", explica Fernando Sampaio, analista de mídia e entretenimento da XP Investimentos.

A RecordTV não divulga oficialmente os valores por participante, mas executivos ligados à produção confirmam que os contratos de patrocínio master foram fechados entre R$ 180 milhões e R$ 220 milhões cada. São quatro cotas principais, além de ações pontuais de marcas de bebidas, alimentos e beleza. No digital, o reality gerou 4,2 bilhões de impressões no X (antigo Twitter) e 1,8 bilhão de visualizações no TikTok apenas no último mês, segundo a própria emissora.

Esse desempenho tem efeito direto no mercado publicitário. A Globo, que exibe a nova temporada de "Vale Tudo" no horário nobre, viu o faturamento com merchandising na novela crescer 14% neste trimestre, para R$ 340 milhões, de acordo com dados da Kantar Ibope Media. Já o streaming da Record, o PlayPlus, registrou aumento de 61% no número de assinantes desde a estreia da atual edição. "O reality virou uma plataforma de mídia completa, que vende desde espaço na casa até a imagem do vencedor", diz Sampaio.

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O sucesso também transborda para o mercado imobiliário. A Fazenda é gravada em Itu, no interior de São Paulo, em um complexo de 40 mil metros quadrados que foi avaliado em R$ 85 milhões neste ano, segundo a Secovi-SP. O entorno do município registrou valorização de 12% nos terrenos nos últimos 12 meses, puxada pela visibilidade da produção e pelo turismo de fãs. "A propriedade virou um ativo de mídia. Não é só terra, é infraestrutura de entretenimento", afirma a corretora Marina Duarte, especializada em propriedades rurais de alto padrão.

Para o telespectador, o legado é menos glamouroso. O prêmio principal de R$ 2 milhões — que neste ano chega corrigido para R$ 2,4 milhões — representa menos de 0,2% do faturamento total do programa. Enquanto isso, os finalistas assinam contratos de imagem que podem render até R$ 800 mil em publicidade pós-reality, segundo a agência de influenciadores Mynd. A conta fecha para todos os lados, menos para quem assiste de casa.

O modelo, no entanto, começa a dar sinais de saturação. O custo de produção da atual temporada subiu 19% em relação a 2025, pressionado por cachês maiores e cenografia mais elaborada. A Record já estuda uma versão internacional para 2027, mas enfrenta concorrência de formatos mais baratos e igualmente rentáveis no streaming. "O segredo é não deixar o custo crescer mais que a receita. Por enquanto, a conta fecha com folga", conclui Sampaio. A final desta terça deve registrar pico de audiência de 22 pontos na Grande São Paulo, o maior desde 2021.

#A Fazenda#reality show#merchandising#RecordTV#audiência
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