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Apartamento de 1 cômodo bate recorde mundial: R$ 4,5 milhões o m² em Mônaco

Um flat de 28 m² no Principado de Mônaco foi vendido por R$ 126 milhões, atingindo o maior preço por metro quadrado já registrado no mundo. Entenda como o mercado imobiliário de luxo cria bolhas de valor extremo.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Apartamento de 1 cômodo bate recorde mundial: R$ 4,5 milhões o m² em Mônaco

Um apartamento de apenas 28 metros quadrados – menor que uma vaga de garagem dupla – foi vendido em Mônaco por € 22 milhões (cerca de R$ 126 milhões). A transação, registrada em junho de 2026 no cartório local, resultou em impressionantes € 785 mil por metro quadrado (R$ 4,5 milhões/m²). É o maior valor já pago por área útil na história do mercado imobiliário mundial, superando o recorde anterior de 2020, em Hong Kong, de € 680 mil/m².

Localizado no icônico edifício Tour Odeon, o flat não possui quarto separado – é um estúdio integrado com vista panorâmica para o Porto de Hércules. O comprador, um empresário russo que já possuía outra unidade no prédio, adquiriu o imóvel para “hóspedes eventuais”, segundo fontes do mercado local. A transação foi intermediada pela agência Knight Frank, que confirmou o recorde mundial.

O fenômeno não é isolado. Mônaco, com seus 2 km² e densidade populacional de 26 mil hab/km², vive uma eterna escassez de terrenos. “Lá, o metro quadrado vale mais que ouro – e o ouro está a € 70 mil/kg”, compara Carlos Castro, analista da consultoria imobiliária SIR. O país não cobra imposto de renda pessoa física, atrai bilionários globais e tem leis rígidas que impedem construções acima de 15 andares, limitando a oferta.

Para o investidor brasileiro, a lição é de escala e contexto. Enquanto em Mônaco o m² de um flat ultrapassa R$ 4 milhões, no Brasil o metro quadrado mais caro – na Rua Oscar Freire, em São Paulo – gira em torno de R$ 42 mil, segundo dados da FipeZap de junho de 2026. Ou seja, com o valor do ‘quartinho’ monegasco, seria possível comprar 107 imóveis de 100 m² no metro quadrado mais valioso do Brasil.

Ainda assim, o recorde acende um alerta sobre precificação de ativos de luxo. “Imóveis nesse patamar são ativos de colecionador, como obras de arte. Não seguem lógica de aluguel ou valor de reposição, mas sim de exclusividade e segurança jurídica”, explica Marina Ribeiro, economista do Secovi-SP. Para o pequeno investidor, o melhor paralelo é entender que, no mercado imobiliário, preço recorde não significa necessariamente bom negócio.

Se você tem R$ 126 milhões para investir, talvez seja mais sensato comprar uma cobertura de 400 m² em Copacabana (cerca de R$ 25 milhões) e aplicar o restante em Fundos Imobiliários (FIIs) com dividend yield médio de 9% ao ano – gerando renda passiva de R$ 9 milhões anuais. Afinal, o recorde de Mônaco é uma curiosidade fascinante, mas não um modelo de investimento racional.

#recorde imobiliário#Mônaco#mercado de luxo
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